Banca de DEFESA: LARISSA COUTINHO DE LUCENA TRIGUEIRO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LARISSA COUTINHO DE LUCENA TRIGUEIRO
DATA: 16/12/2011
HORA: 09:00
LOCAL: AUDITÓRIO DO DEPARTAMENTO DE FISIOTERAPIA
TÍTULO:

EFEITOS DA ADIÇÃO DE CARGA NO TREINO DE MARCHA NA ESTEIRA EM INDIVÍDUOS COM DOENÇA DE PARKINSON: ENSAIO CLÍNICO CONTROLADO RANDOMIZADO


PALAVRAS-CHAVES:

Marcha; Doença de Parkinson; Reabilitação


PÁGINAS: 93
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fisioterapia e Terapia Ocupacional
RESUMO:

Introdução: As desordens intrínsecas da marcha em indivíduos com doença de Parkinson (DP) representa um dos sintomas motores mais incapacitantes. Dentre as abordagens terapêuticas empregadas, na tentativa de aperfeiçoar a função motora, principalmente o padrão de marcha, destaca-se o treino de marcha na esteira associado à adição de carga. Todavia, poucos são os achados que elucidam os benefícios oriundos de tal prática. Objetivo: Verificar os efeitos da adição de carga no treino de marcha na esteira em indivíduos com DP. Materiais e Métodos: Trata-se de um ensaio clínico, controlado, randomizado e cego, realizado com uma amostra de 27 indivíduos com DP (18 homens e 9 mulheres), distribuídos aleatoriamente, em três condições: treino de marcha na esteira (n=9), treino de marcha na esteira com à adição de 5% de carga (n=9) e treino de marcha na esteira com à adição de 10% de carga (n=9). Todos os voluntários foram avaliados, estando no tempo on da medicação antiparkinsoniana, quanto aos dados demográficos, clínicos e antropométricos (Formulário de Identificação), nível de incapacidade física (Escala de Hoehn e Yahr Modificada), função cognitiva (Mini Exame do Estado Mental), estado clínico funcional – em relação aos domínios atividade de vida diária e exame motor (UnifiedParkinson’sDisease Rating Scale – UPDRS) e a análise cinemática da marcha foi realizada por meio do sistema Qualisys Motion Capture System®. O protocolo de intervenção consistiu num período de 4 semanas consecutivas de treino, sendo 3 sessões semanais, com duração de 30 minutos cada. A análise dos dados foi realizada por meio do softwareStatisticalPackage for Social Sciences® (SPSS) 17.0, adotando-se nível de significância de 5%. Resultados: A idade dos voluntários variou entre 41 e 75 anos (62,26 ± 9,07) e o tempo de diagnóstico clínico da DP entre 2 e 9 anos (4,56 ± 2,42). Houve diminuição do escore quanto ao domínio exame motor (p=0,005), apenas no treino com adição de 5% de carga. Quanto às variáveis espaço-temporais não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos (p>0,120); entretanto, o treino com adição de 5% de carga apresentou as seguintes alterações: aumento no comprimento da passada (p=0,028), no comprimento do passo (p=0,006), no tempo de balanço do membro mais afetado (p=0,006) e redução no tempo de apoio, do membro referido (p=0,007). Em relação às variáveis angulares foram verificadas diferenças significativas, entre os grupos submetidos ao treino apenas na esteira e com adição de 5% de carga, no ângulo do tornozelo no contato inicial (p=0,019), na flexão plantar no toe-off  (p=0,003) e na máxima dorsiflexão no balanço (p=0,005). Enquanto que, dentro dos grupos, houve redução na amplitude de movimento do tornozelo (p=0,048), no treino apenas na esteira. Conclusão: O treino de marcha na esteira com adição de 5% de carga demonstrou ser uma condição experimental superior às demais, por ter proporcionado ganhos em uma maior quantidade de variáveis (espaço-temporais e angulares da marcha) e na função motora, tornando-se uma terapia promissora e capaz de beneficiar efetivamente a marcha de indivíduos com DP.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2179208 - ANA RAQUEL RODRIGUES LINDQUIST
Externo ao Programa - 1369275 - CLECIO DE OLIVEIRA GODEIRO JUNIOR
Externo à Instituição - FÁTIMA VALÉRIA RODRIGUES DE PAULA GOULART - UFMG
Notícia cadastrada em: 01/12/2011 10:45
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