cinemática do complexo tóraco-abdominal durante as avaliações de Força e endurance muscular respiratória em obesos
Obesidade, Ventilação Voluntária Máxima, Músculos Respiratórios.
A Organização Mundial de Saúde considera a obesidade como a maior causa de morbidade e mortalidade, observando o aumento de sua prevalência, com a expectativa de que, em 2015, existam mais de 700 milhões de pessoas obesas em todo o mundo. O excesso de tecido adiposo ao redor do tórax pode afetar profundamente o sistema respiratório, causando alterações na mecânica e na troca de gases respiratórios. A literatura aponta dados inconclusivos em relação aos volumes espirométricos, principalmente considerando os distintos perfis de adiposidade e estratificação usualmente dada pelo IMC. Com relação aos músculos respiratórios, é de grande interesse entender o mecanismo de geração de força do diafragma frente à restrição mecânica torácica causada pela gordura, o que desperta a necessidade de uma avaliação mais detalhada da função pulmonar, considerando o estado de repouso. O Objetivo desse trabalho é analisar o comportamento ventilatório do complexo tóraco-abdominal (Pulmonary rib cage – VRCp, Abdominal rib cage – VRCa e Abdominal - VAb), na obesidade, através da pletismografia optoeletrônica. Serão incluídos no estudo 30 pacientes do gênero masculino, com idade compreendida entre 20 e 60 anos, diagnosticados com obesidade, aptos a realizar exames de avaliação (prova de função pulmonar, manovacuometria, VVM e Pletismografia optoeletrônica) no Laboratório de Desempenho PneumoCardioVascular da UFRN. Os dados obtidos serão analisados no programa DIAMOV, disponibilizado pela BTS Bioengineering. A análise estatística será feita através do software Statistic 7.0 for Windows Será atribuído um nível de significância de 5% em todas as análises.