Banca de DEFESA: JÉSSICA DINIZ CAVALCANTI

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JÉSSICA DINIZ CAVALCANTI
DATA : 30/11/2021
HORA: 14:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:

Atividade elétrica e fadiga de músculos respiratórios e locomotor em doenças respiratórias obstrutivas durante teste de campo de caminhada.


PALAVRAS-CHAVES:

músculos respiratórios; fisiologia respiratória; teste de esforço; eletromiografia; doenças respiratórias


PÁGINAS: 52
RESUMO:

Introdução: Nos sujeitos com doenças respiratórias obstrutivas vários fatores mecânicos ventilatórios provoca um desequilíbrio entre a carga e a capacidade do sistema respiratório, na qual piora com o aumento da demanda ventilatória no exercício. Como resultando, o aumento do trabalho respiratório pode disparar um maior recrutamento e fadiga de músculos respiratórios. Associado a essas alterações, as disfunções musculares de membros inferiores nesses indivíduos e a competição pelo fluxo sanguíneo entre músculos respiratórios e locomotores, contribui ainda mais para a sintomatologia relatada e intolerância ao exercício. A eletromiografia de superfície (EMGs), mede as manifestações elétricas das fibras musculares e pode determinar o status funcional de um músculo. A EMGs permite o monitoramento contínuo e não-invasivo dos níveis de ativações e fadiga muscular em tempo real, por meio de diferentes métodos de processamento de sinal. Objetivo: Avaliar os níveis de ativação e fadiga muscular de dois músculos respiratórios e um músculo locomotor, durante Incremental Shuttle Walking Test (ISWT) em sujeitos com doenças respiratórias obstrutivas, e compará-los aos saudáveis. Métodos: Trata-se de um estudo caso-controle. Participaram indivíduos asmáticos (grupo-Asma) e com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) (grupo-DPOC), e foram pareados com sujeitos saudáveis de acordo com a idade, sexo e índice de massa corporal (grupo-controle Asma e grupo-controle DPOC). Foi realizado a avaliação do sinais elétricos dos músculos esternocleidomatoide (SCM), escaleno (ESC) e reto femoral (RF) pela EMGs durante o ISWT. Os sinais elétricos foram analisados nos domínios de tempo e frequência, para extrair, respectivamente, os dados de amplitude do sinal, no basal e em três momentos do teste (33%, 66% e 100% do tempo total do ISWT), e a densidade de espectro de potência (incluindo frequencia mediana (FM), conteúdos high-frequency (H) e low-frequency  (L), e razão H/L do sinal elétrico) ao longo do ISWT. Resultados: Foram incluídos 17 indivíduos com Asma, (idade: 34.76 ± 11.18 anos; CVF: 3.37 ± 0.72 L; VEF1: 77.20 ± 17.23%) e 15 indivíduos com DPOC (idade: 65.6 ± 7.84 anos; CVF: 1.88 ± 0.44 L; VEF1: 48.72 ± 15.81%). O grupo-Asma apresentou menor distância percorrida comparado grupo controle (445.1± 126 m vs 607.8±127 m (p = 0.0007), sem diferenças entre o grupo-DPOC e controle. Em relação a amplitude do sinal na EMGs, houve um aumento da ativação dos músculos avaliados, nos momentos iniciais do ISWT no grupo-Asma (SCM [33%: p= 0.0005 e 66%: p= 0.004], ESC [33%: p= 0.001 e 66%: p= 0.033], e RF [33%: p= 0.02 e 66%: p= 0.004]) comparado ao controle. No grupo-DPOC  a ativação dos músculos respiratórios foi consideravelmente maior, e mantendo-se até final do teste (SCM [33%: p=0.009, 66%: p=0.023 e 100%: p=0.023] e ESC [33%: p= 0.006, 66%: p= 0.008 e 100%: p= 0.016]), comparado ao controle. O músculo RF teve uma maior ativação no momentos iniciais do ISWT ([33%: p= 0.032 e 66%: p= 0.039) no grupo-DPOC versus controle. Houve uma queda da FM no músculo ESC e RF no grupo-Asma (p = 0.016 e p < 0.0001, respectivamente), comparado ao grupo controle. No grupo-DPOC a FM diminuiu, para ECOM e RF, com valores significativos para ECOM (p < 0.0001), comparado ao grupo-controle. A razão H/L do músculo RF diminuiu (p = 0.002) no grupo-DPOC, comparado controle. Conclusão: O baixo desempenho no ISWT é acompanhado pelo aumento da atividade eletromiográfica do SCM e ESC, e ativação do RF em indivíduos com doenças respiratórias obstrutivas. A partir da análise do espectro de potência, nossos dados sugerem que pacientes asmáticos e com DPOC exibem um desenvolvimento inicial de fadiga muscular respiratória e periférica comparada ao saudáveis durante o exercício.   


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 275.782.084-20 - ARMELE DE FATIMA DORNELAS DE ANDRADE - UFPE
Externa ao Programa - 2211023 - ILLIA NADINNE DANTAS FLORENTINO LIMA
Externa à Instituição - JESSICA DANIELLE MEDEIROS DA FONSECA
Presidente - 5566309 - VANESSA REGIANE RESQUETI FREGONEZI
Externa à Instituição - VERÔNICA FRANCO PARREIRA - UFMG
Notícia cadastrada em: 27/10/2021 16:35
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