Banca de DEFESA: LUIZ FELIPE TAVARES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUIZ FELIPE TAVARES
DATA : 14/02/2020
HORA: 13:30
LOCAL: AUDITÓRIO DO DEPTO DE FISIOTERAPIA
TÍTULO:

DOR, CONTROLE NEUROMOTOR E POSTURA EM INDIVÍDUOS PORTADORES DE DISFUNÇÃO TÊMPOROMANDIBULAR COM E SEM QUEIXAS OTOLÓGICAS: UM ESTUDO TRANSVERSAL

 


PALAVRAS-CHAVES:

Articulação Temporomandibular; Músculos do Pescoço; Vertigem; Zumbido.

 


PÁGINAS: 62
RESUMO:

Introdução: as disfunções temporomandibulares (DTM) são alterações nas estruturas articulares e/ou musculares do sistema mastigatório que comumente apresentam dor nos músculos da mastigação e regiões adjacentes, sons articulares, dores de cabeça, otalgia e desvios da mandíbula. Estudos sugerem associações diretas entre DTM e alterações na coluna cervical, sendo a dor cervical um dos principais sintomas detectados em tais disfunções, que relaciona-se principalmente à diminuição da força e resistência dos músculos cervicais. Além disso, dor no ouvido, zumbido e vertigem são apontados como queixas de origem otológica comumente presentes em indivíduos com DTM. Objetivo: avaliar a dor, controle neuromotor e a postura da cabeça e pescoço em indivíduos portadores de DTM com sem queixas otológicas. Métodos: trata-se de um estudo transversal no qual indivíduos com DTM de ambos os sexos, na faixa etária dos 18 a 59 anos foram avaliados. Os indivíduos com DTM foram divididos em dois grupos: um grupo com queixas otológicas (GCQ) e um grupo sem queixas otológicas (GSQ). Como queixas otológicas foram consideradas a tontura, vertigem, zumbido, otalgia, sensação de pressão, plenitude auricular e hipoacusia. Os indivíduos foram submetidos à avaliação do autorrelato da dor pela escala visual analógica, limiar de dor à pressão dos músculos cervicais e mastigatórios pelo algômetro digital, postura da cabeça e pescoço pelo ângulo crâniovertebral, incapacidade cervical pelo questionário índice de incapacidade cervical e controle neuromotor dos músculos flexores profundos pelo biofeedback de pressão (ativação e endurance). Foram realizadas análises descritivas e inferenciais pelo programa estatístico SPSS 23.0 e adotado um intervalo de confiança de 95% e um p < 0,05 como diferença significativa. Resultados: o grupo de DTM com queixas otológicas apresentou menor ativação muscular (GCQ 24 mmHg [24 – 26]; GSQ 26 mmHg [24 – 28]), endurance (GCQ 44 [28 – 78] pontos; GSQ 105 [46 – 140] pontos) e maior incapacidade cervical (GCQ 13,32 ± 6,36 pontos; GSQ 8,15 ± 5,89 pontos) (p<0,05) quando comparados com o grupo de DTM sem queixas otológicas. Não houve diferenças estatisticamente significativas com relação aos limiares de pressão à dor, autorrelato de dor e postura da cabeça e pescoço entre os grupos. Conclusão: indivíduos com DTM com queixas otógicas apresentam menor controle neuromotor dos músculos flexores profundos cervicais, maior incapacidade cervical e mesmo níveis de dor e postura da cabeça e pescoço comparados a indivíduos com DTM sem queixas otológicas


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CARINA ANDREA COSTA BEZERRA ROCHA - USP
Externa ao Programa - 2946627 - ERIKA OLIVEIRA DE ALMEIDA
Presidente - 4374835 - KARYNA MYRELLY OLIVEIRA BEZERRA DE FIGUEIREDO RIBEIRO
Notícia cadastrada em: 11/02/2020 11:06
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