Banca de DEFESA: LARISSA COUTINHO DE LUCENA TRIGUEIRO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LARISSA COUTINHO DE LUCENA TRIGUEIRO
DATA : 15/12/2016
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório do Departamento de Fisioterapia
TÍTULO:

Desempenho físico funcional, saúde mental e qualidade de vida de indivíduos com doença de Parkinson residentes em Natal, RN: um estudo transversal


PALAVRAS-CHAVES:

Doença de Parkinson, prevalência, epidemiologia, desempenho, saúde mental, qualidade de vida, quedas, fatores de risco, comorbidades. 


PÁGINAS: 150
RESUMO:

Objetivo: Artigo 1 - Analisar a descrição epidemiológica de indivíduos com doença de Parkinson (DP), de acordo com medidas agrupadas conforme a estrutura conceitual da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF); Artigo 2 – Avaliar a prevalência de quedas e os fatores associados em indivíduos com DP caidores recorrentes e não caidores. Método: Estudo do tipo analítico e transversal com amostra de 78 indivíduos com DP residentes em Natal, Rio Grande do Norte. Foram coletadas informações de natureza sociodemográficas e relacionadas ao desempenho físico funcional, saúde mental e qualidade de vida por meio de 14 instrumentos categorizados entre os domínios “Estrutura e função corporal”, “Atividade” e “Participação”. No domínio “Estrutura e função corporal” foram utilizados a Escala de Incapacidade de Hoehn & Yahr (HY), Montreal Cognitive Assessment (MoCA), Unified Parkinson Disease Rating Scale - UPDRS (domínio III, exame motor), Força de preensão manual, Geriatric Depression Scale (GDS - 15) e Falls Efficay Scale – International (FES - I). No domínio “Atividade”, Nine Hole Peg Test (9HPT), UPDRS (domínio II, atividades de vida diária), Freezing of Gait Questionnaire (FOGQ), MiniBESTest, Timed Up & Go (TUG), Perfil de Atividade Humana (PAH), Velocidade da marcha de 10 metros (10MWT) e Five Times Sit to Stand (STDP - 5X). E no domínio “Participação”, o Parkinson Disease Quality of Life Questionnaire (PDQ – 39). Todos os participantes foram avaliados no tempo ON da medicação antiparkinsoniana. A análise estatística foi realizada no programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS Inc., Chicago, USA), versão 21.0. A normalidade dos dados foi verificada pelo teste Shapiro Wilks, tendo sido adotado p < 0.05. Artigo 1 – Testes T de Student para amostras independentes e U de Mann-Whitney foram utilizados para a comparação das variáveis relacionadas ao desempenho físico funcional, saúde mental e qualidade de vida, entre os sexos. Artigo 2 – Regressão logística binária foi utilizada para determinar os preditores de quedas, onde as variáveis com p < 0.10 foram incluídas no modelo final multivariável. Resultados: Artigo 1 - Mais da metade da amostra (64.1%) foi composta por homens, com maior prevalência na faixa etária entre 70 e 79 anos (35.9%). Quanto ao número de comorbidades, 52 (66.7%) afirmaram possuir ³ 4 e dentre estas a mais citada foi disfunção visual (87.2%). Diferenças significativas entre homens e mulheres foram observadas para: preensão manual (p= 0.001), MiniBESTest (p=0.034), FES – I (p=0.004) e PDQ – 39 (p=0.006), onde as mulheres apresentaram pior desempenho. Quadro de demência estava presente em 64.1% da amostra total. Artigo 2 – Quanto ao histórico de quedas, 47 (60.3%) da amostra foi classificada como “não caidor” e 31 (39.7%) como “caidor recorrente”. Os fatores de risco associados às quedas recorrentes foram: tempo longo de duração da DP [OR=1.24, (95% IC=1.05–1.47), p=0.010], presença de hipertensão arterial sistêmica [OR=5.81, (95% IC=1.46–23.09), p=0.012), dificuldade de evacuação [OR=3.71, (95% IC=1.01–13.66), p=0.048] e presença de freezing [OR=3.78, (95% IC=1.02–13.97), p=0.046]. Conclusão: A amostra revelou-se, predominantemente, masculina, muito idosa, fisicamente debilitada ou inativa, com quadro de demência e classificada, em sua maioria, como “não caidor”. Tempo de duração da DP, presença de hipertensão arterial sistêmica, dificuldade de evacuação e freezing são fatores de risco para quedas recorrentes na amostra estudada. O conhecimento acerca das características sociodemográficas e clínicas da população com DP pode permitir ao fisioterapeuta e a equipe de saúde uma melhor compreensão do prognóstico da doença e partir disso, planejar condutas terapêuticas mais adequadas as reais demandas apresentadas por essa população.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2179208 - ANA RAQUEL RODRIGUES LINDQUIST
Externo à Instituição - FÁTIMA VALÉRIA RODRIGUES DE PAULA - UFMG
Externo à Instituição - LIDIANE ANDREA OLIVEIRA LIMA - UFC
Externo ao Programa - 2132107 - NUBIA MARIA FREIRE VIEIRA LIMA
Interno - 350637 - RICARDO OLIVEIRA GUERRA
Notícia cadastrada em: 22/11/2016 14:20
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