Banca de DEFESA: MAYLE ANDRADE MOREIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MAYLE ANDRADE MOREIRA
DATA : 27/07/2016
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório Departamento de Fisioterapia
TÍTULO:

OBESIDADE SARCOPÊNICA E SÍNDROME METABÓLICA EM MULHERES DE MEIA-IDADE: REPERCUSSÕES NO DESEMPENHO FÍSICO E ESTADO DE SAÚDE.


PALAVRAS-CHAVES:

composição corporal, sarcopenia, obesidade, envelhecimento, menopausa, força muscular, epidemiologia


PÁGINAS: 138
RESUMO:

Introdução: O envelhecimento populacional associado ao aumento da expectativa de vida vem fazendo com que as doenças crônicas não transmissíveis exijam mais atenção, particularmente aquelas relacionadas às mudanças nos padrões morfofisiológicos. Neste contexto, a obesidade sarcopênica e a síndrome metabólica estão associadas ao maior risco cardiovascular, entretanto, têm sido pouco estudadas em mulheres de meia-idade, particularmente nas regiões de baixo desenvolvimento socioeconômico, como no Nordeste brasileiro. É importante considerar mulheres nessa faixa etária como um grupo populacional vulnerável à síndrome metabólica, buscando seus potenciais fatores de risco. Ademais, ainda não está claro na literatura a relação da obesidade sarcopênica com o desempenho físico, nem o seu nível de impacto quando comparado à sarcopenia ou obesidade de forma isolada. Objetivos: 1) Analisar a prevalência da obesidade sarcopênica e explorar a relação entre obesidade sarcopênica e desempenho físico em mulheres de meia-idade do Nordeste do Brasil. 2) Determinar a prevalência da síndrome metabólica e identificar os fatores associados a essa síndrome em mulheres de meia-idade do Nordeste do Brasil. Materiais e Métodos: Estudo observacional analítico de caráter transversal com uma amostra de mulheres entre 40 e 65 anos, residentes no município de Parnamirim-RN. Foram coletados dados demográficos e socioeconômicos, medidas antropométricas, estágio menopausal, história reprodutiva, hábitos de vida, atividade física, qualidade de vida, composição corporal (bioimpedância), hormônio estradiol e desempenho físico (força de preensão manual, força de extensores e flexores de joelho, velocidade da marcha e teste sentar-levantar). A sarcopenia foi determinada pelo percentil 20 (<6,08 kg / m²) da soma da massa muscular esquelética apendicular dividida pela altura ao quadrado (Kg / m2) e a obesidade pela circunferência da cintura ≥ 88 cm. Obesidade sarcopênica foi definida como a coexistência da sarcopenia e obesidade. A síndrome metabólica foi considerada pela presença de pelo menos três dos seguintes critérios: glicose em jejum ≥ 110 mg/dL, triglicéridos ≥ 150 mg/dL, lipoproteína de alta densidade (HDL) < 50 mg/dL e pressão arterial ≥ 130/85mmHg, de acordo com o critério diagnóstico do NCEP-ATP III. Os quatro grupos de mulheres (obesas sarcopênicas, sarcopênicas, obesas e normais) foram comparados quanto às variáveis de desempenho físico por meio de análises de variância (ANOVA) e por regressões lineares múltiplas ajustadas pelos potenciais fatores de confusão (idade, educação e estágio menopausal). Para comparar médias e frequências das variáveis entre os grupos com síndrome metabólica presente e ausente foram utilizados teste t ou qui-quadrado. Por fim, foram realizados modelos de regressão multivariada de Poisson para estimar a razão de prevalência e identificar os fatores associados, pelo método passo a passo (stepwise approach). Em todos os testes foi considerado p < 0,05 e intervalos de confiança de 95%. Resultados: As taxas de prevalência dos quatro grupos foram: obesidade sarcopênica (7,1%), obesidade (67,4%), sarcopenia (12,4%) e normal (13%). Mulheres com obesidade sarcopênica apresentaram significativamente menor força de preensão, menor força de extensão e flexão do joelho e maior tempo no teste sentar-levantar quando comparadas às mulheres não-obesas e não-sarcopênicas (p < 0,001). Exceto para o teste sentar-levantar, essas diferenças estatisticamente significativas também foram encontradas entre mulheres obesas e obesas sarcopênicas, sendo as últimas com piores resultados de desempenho. Não houve diferença significativa para a velocidade de marcha entre os quatro grupos (p = 0,50). Quanto à síndrome metabólica, foram identificados 275 (65,6%) casos. Os três indicadores mais prevalentes foram obesidade (73,5%), redução da HDL (63,0%), e hipertensão (60,9%). No modelo ajustado final, raça negra (RP: 1,34, IC: 1,11-1,63), menor força de preensão / IMC (RP: 1,32, IC: 1,15-1,50), pior qualidade de vida (RP: 1,20, IC: 1,03 - 1,40), menor nível de estradiol (RP: 1,16, IC: 1,00-1,34) e, surpreendentemente, caminhada (RP: 1,16, IC: 1,01-1,34) foram significativamente associados com a síndrome metabólica. Conclusões: Obesidade sarcopênica foi presente em 7,1% das mulheres de meia-idade do Nordeste brasileiro e tem relação com o pior desempenho físico, podendo ocorrer com limitações maiores que naquelas com apenas sarcopenia ou obesidade. A prevalência da síndrome metabólica foi alta (65,6%) na presente amostra. Raça negra, menor força de preensão / IMC, pior qualidade de vida e menor nível de estradiol foram fatores de risco para a síndrome metabólica. Maior tempo de caminhada permaneceu relacionado no modelo final, no entanto a direção dessa relação deve ser examinada em estudos longitudinais futuros.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALINE DO NASCIMENTO FALCAO FREIRE MONTE - Estácio
Presidente - 1460020 - ALVARO CAMPOS CAVALCANTI MACIEL
Externo à Instituição - ANA CARLA LIMA NUNES - UFC
Externo ao Programa - 2446479 - LILIAN LIRA LISBOA
Interno - 350637 - RICARDO OLIVEIRA GUERRA
Notícia cadastrada em: 12/07/2016 15:30
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