Banca de DEFESA: TATIANA SOUZA RIBEIRO



Uma banca de DEFESA DE DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.

DISCENTE: TATIANA SOUZA RIBEIRO
DATA: 10/05/2016
HORA: 14:30
LOCAL: AUDITÓRIO DO DEPTO DE FISIOTERAPIA
TÍTULO:

Efeitos do treino de marcha em esteira com adição de carga ao membro inferior não parético de indivíduos com Acidente Vascular Cerebral: ensaio clínico controlado e randomizado


RESUMO:

Introdução: A marcha após Acidente Vascular Cerebral (AVC) caracteriza-se por expressiva assimetria entre os membros inferiores, com o uso preponderante do membro inferior não-parético (MINP) em detrimento do uso do membro inferior parético. Nesse sentido, tem sido sugerido que adição de carga ao MINP como forma de restrição ao movimento deste membro possa favorecer o uso do membro parético, reduzindo a assimetria intermembros. Contudo, há poucos estudos realizados até o momento, os quais têm investigado apenas os efeitos imediatos dessa abordagem. Objetivos: 1) Investigar se há influência da adição de carga ao MINP durante o treinamento em esteira sobre os parâmetros cardiovasculares e sobre a performance da marcha de indivíduos com AVC; 2) Analisar os efeitos do treinamento em esteira com e sem adição de carga ao MINP sobre os parâmetros cinemáticos de cada membro inferior durante a marcha; 3) Analisar os efeitos do treinamento em esteira com e sem adição de carga ao MINP sobre as medidas de mobilidade funcional e equilíbrio postural desses pacientes. Materiais e Métodos: Trata-se de um ensaio clínico randomizado e simples cego, no qual participaram 38
indivíduos, com média de idade de 56,5 anos, na fase subaguda pós-AVC (tempo médio de sequela de 4,5 meses). Os participantes foram distribuídos aleatoriamente em grupo experimental (GE) e grupo controle (GC). O GE (n= 19) foi submetido ao treino de marcha em esteira com adição de carga ao MINP, feita por meio de caneleiras com carga equivalente a 5% do peso corporal. O GC (n= 19) foi submetido somente ao treino de marcha em esteira. Em ambos os grupos, também foram aplicadas estratégias comportamentais, que incluíam exercícios domiciliares. As intervenções ocorreram diariamente durante duas semanas consecutivas (Dia 1 ao Dia 9), com duração de 30 minutos cada. As medidas de desfecho: equilíbrio postural (Escala de Equilíbrio funcional de Berg – EEB), mobilidade funcional (Timed Up and Go – TUG; variáveis cinemáticas do movimento de giro de 180°), variáveis cinéticas e cinemáticas da marcha e coordenação dos membros inferiores (Teste para Coordenação dos Membros Inferiores - LEMOCOT) foram avaliadas na linha de base (Dia 0), após quatro sessões de treinamento (Dia 4), após nove sessões de treinamento (Dia 9) e após 40 dias do término dos treinamentos (Follow-up). Os parâmetros cardiovasculares foram avaliados em quatro momentos dentro de cada sessão de treinamento. Análise de variância (ANOVA) foi utilizada para comparar os desfechos entre o GE e o GC no decorrer do estudo (Dia 0, Dia 4, Dia 9 e Follow-up). Testes t não-pareados permitiram a comparação intergrupos em cada sessão de treinamento. Em todos os testes, a significância foi estabelecida em 5%. Resultados: 1) Os parâmetros cardiovasculares não sofreram alterações após as intervenções e não houve diferenças entre os grupos dentro de cada sessão de treinamento. Houve melhora da performance da marcha, com aumento da velocidade e da distância percorrida, sem diferença estatisticamente significante entre os grupos. 2) Após as intervenções, os pacientes aumentaram o comprimento do passo parético e não parético, além de exibirem maior excursão articular no quadril e joelho de ambos os membros inferiores. Os ganhos foram observados no GE e GC, sem diferença estatística entre os grupos e mantidos (em sua maioria) no follow-up. 3) Após as intervenções, os pacientes exibiram melhor equilíbrio postural (maiores escores na EEB) e mobilidade funcional (redução do tempo gasto no teste TUG e melhora da performance do movimento de giro de 180°). Todos os ganhos foram observados no GE e GC, sem diferença estatisticamente significativa entre os grupos e foram mantidos no follow-up. Conclusões: A adição de carga ao MINP não alterou os parâmetros cardiovasculares de indivíduos com AVC subagudo, semelhante ao treino em esteira sem carga, mostrando-se um treinamento seguro a ser aplicado nestes pacientes. Entretanto, o uso da carga não ocasionou
benefícios adicionais ao treinamento de marcha. O programa de treinamento de marcha (nove sessões de treino em esteira + estratégias e exercícios para estimulação do membro parético) mostrou-se útil para melhora da performance e da cinemática da marcha, da mobilidade funcional e do equilíbrio postural, sendo sugerida a sua utilização com o intuito de promover a otimização desses desfechos após AVC na fase subaguda.


PALAVRAS-CHAVE:

hemiparesia. transtornos neurológicos da marcha. cinemática. restrição física. reabilitação. estudo de intervenção


PÁGINAS: 206
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fisioterapia e Terapia Ocupacional

MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ADRIANA CARLA COSTA RIBEIRO CLEMENTINO - UFPE
Externo à Instituição - ANA MARIA FORTI BARELA - UNICRUZ
Presidente - 2179208 - ANA RAQUEL RODRIGUES LINDQUIST
Interno - 2374822 - FABRICIA AZEVEDO DA COSTA CAVALCANTI
Externo ao Programa - 2682777 - ROBERTA DE OLIVEIRA CACHO
Notícia cadastrada em: 04/05/2016 10:49
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