Banca de DEFESA: RENATA RAMOS TOMAZ

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RENATA RAMOS TOMAZ
DATA: 22/12/2014
HORA: 08:00
LOCAL: AUDITÓRIO DO DEPTO. DE FISIOTERAPIA
TÍTULO:

O PADRÃO DE RESPIRAÇÃO ORAL REPERCUTE NA QUALIDADE DO SONO, FUNÇÃO RESPIRATÓRIA E CAPACIDADE FUNCIONAL DE CRIANÇAS ASMÁTICAS?


PALAVRAS-CHAVES:

asma, crianças, respiração bucal, sono, função respiratória, capacidade funcional.


PÁGINAS: 80
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fisioterapia e Terapia Ocupacional
RESUMO:

 

Pacientes asmáticos apresentam maior tendência a desenvolverem um padrão respiratório bucal e este fator pode contribuir para a patogênese da doença. A literatura fundamenta-se na hipótese da via aérea única que se refere à íntima relação entre vias as aéreas superiores e inferiores em decorrência do revestimento mucoso similar. Objetivo: observar a influência da respiração bucal e suas repercussões nos volumes e capacidades pulmonares, pressões respiratórias máximas, capacidade funcional e qualidade de sono de crianças asmáticas. Métodos: A população foi constituída por crianças entre 7-11 anos, encaminhadas de centros de referência para tratamento da asma pediátrica do município de Natal- RN e escolares saudáveis, vinculados a uma escola da rede pública do município de Natal-RN. Inicialmente, as crianças foram submetidas a uma avaliação de caráter clínico para estabelecer ou não a sua inclusão no referido estudo. Foram coletados dados acerca da história pregressa, história familiar, terapia medicamentosa e não-medicamentosa, além da avaliação do peso e altura para o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Todos os participantes do estudo foram submetidos á exames de Espirometria, Manuvacuometria, Teste de Caminhada de Seis Minutos (TC6M) e avaliação da qualidade do sono através da Escala de Distúrbios do Sono em Crianças (EDSC). Os participantes do estudo foram submetidos à avaliação fonoaudiológica e otorrinolaringológica e subdivididas em 3 grupos: crianças asmáticas respiradores bucais (n=19), crianças asmáticas respiradores nasais (n=17) , e grupo controle, formado pelos escolares saudáveis (n=15).Resultados: os grupos foram homogênios em relação à sexo, idade, altura, peso e IMC. Não foram observadas diferenças na gravidade da asma (p=0,20) e os níveis de controle da doença (p=0,70) entre os grupos estudados. As crianças asmáticas de ambos os grupos apresentaram maior frequência de sinais clínicos de dispneia à grandes esforços (p<0,05), quando comparadas às crianças saudáveis As crianças do grupo ARN apresentaram maior grau obstrutivo, avaliado pelo índice de tifeneau (VEF1∕CVF),  quando comparadas à crianças saudáveis e ARO (p=0,02). Não houve diferença em relação à capacidade funcional entre os grupos do estudo (p>0,05), embora as crianças dos três grupos tenham apresentado melhor desempenho funcional no segundo TC6’ realizado (p< 0,01). Em relação à avaliação dos distúrbios do sono, observou-se que as crianças do grupo ARO apresentam prejuízos na qualidade do sono relacionados à distúrbios de início e manutenção do sono (p≤0,05), distúrbios respiratórios do sono (p ≤0,01), sonolência excessiva diurna (p≤0,05) e escore total (≤0,01), quando comparadas ás crianças saudáveis e do grupo ARN. Conclusão: O presente estudo revelou que o padrão respiratório oral contribui para alterações de função pulmonar e desenvolvimento de distúrbios do sono na asma pediátrica.

 

 

 

 

 

 



MEMBROS DA BANCA:
Interno - 350636 - GARDENIA MARIA HOLANDA FERREIRA
Presidente - 2291421 - KARLA MORGANNA PEREIRA PINTO DE MENDONCA
Externo à Instituição - LIRIA YURI YAMAUCHI - USP
Notícia cadastrada em: 16/12/2014 17:07
SIGAA | Superintendência de Informática - | | Copyright © 2006-2022 - UFRN - sigaa03-producao.info.ufrn.br.sigaa03-producao