Banca de DEFESA: ANA CRISTINA DE MEDEIROS GARCIA MACIEL

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA CRISTINA DE MEDEIROS GARCIA MACIEL
DATA: 24/03/2014
HORA: 14:00
LOCAL: AUDITÓRIO DO DEPARTAMENTO DE FISIOTERAPIA
TÍTULO:

EFEITOS AGUDOS DA TÉCNICA DE BREATH-STACKING SOBRE OS VOLUMES PULMONARES E PICO DE FLUXO DE TOSSE EM PACIENTES COM ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA (ELA)



PALAVRAS-CHAVES:

Doenças Neuromusculares, Pletismografia, Terapia Respiratória


PÁGINAS: 122
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fisioterapia e Terapia Ocupacional
RESUMO:

Introdução: A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa progressiva que acomete os neurônios motor superior e inferior. Os principais componentes musculares que irão alterar o sistema respiratóriosão os músculos inspiratórios, expiratórios e bulbares, que levam à insuficiênciarespiratória crónica. A técnica debreath-stacking (BS) possibilita um incremento nos volumes pulmonares e é considerada uma técnica de fácil uso e boa aplicabilidade, podendo ser utilizada em tais pacientes. Entretanto, ainda são controversos os benefícios da técnica BS na amplitude das alterações nos volumes pulmonares e na geração do pico de fluxo tosse (PFT). Objetivo: O objetivo do presente estudo foi comparar os efeitos respiratórios agudos nos volumes pulmonares (VP), no padrão respiratório (PR) e no PFT em sujeitos saudáveis submetidos à técnica de BS na posição supina e em 45º de inclinação de tronco (artigo 1) e em pacientes com ELA versus indivíduos saudáveis pareados submetidos à técnica de BS em 45º de inclinação de tronco (artigo 2). Materiais e Métodos: Artigo 1 - Foram estudados 14 indivíduos saudáveis (7H), não tabagistas, com função pulmonar preservada, idade de 23.79 ± 2.48 anos e IMC 23.31 ± 1.84 Kg/m2, CVF 4.26 ± 0.60 L, VEF1/CVF 0.83 ± 0.01 L. O efeito da técnica de BS foi comparado nos dois posicionamentos, sendo solicitado uma tosse espontânea antes e após a manobra de BS. Artigo 2 - Foram estudados 22 indivíduos de ambos os gêneros, 7 pacientes com ELA  (51.57 ±13.35 anos e IMC 24.63 ±1.94 Kg/m2, CVF2.57 ± 0.85L, VEF1/CVF 0.83 ± 0.07 L) em seguimento ambulatoriale 15 sujeitos saudáveis (49.00 ±14.78 anos e IMC 23.48 ±1.77 Kg/m2, CVF4.22 ± 0.61L, VEF1/CVF 0.83 ± 0.01 L). A técnica de BS foi realizada com inclinação tronco de 45o e o pico de tosse foi calculado antes e após a manobra de BS. Durante todo o protocolo, nos dois artigos, os volumes pulmonares e o padrão respiratório serão avaliados através da Pletismografia Opto-eletrônica (POE), BTS Bioengineering (Itália).Resultados: Artigo 1 - A técnica de BS promoveu aumento no PFT (5.21 vs 6.09 L/s; p < 0.005) somente na posição inclinada 45o. Houve um aumento significativo nos VP da caixa torácica (pulmonar + abdominal) imediatamente após a técnica em ambos os posicionamentos (supino: 0.182 L vs 0.220 L e 45o: 0.211 L vs 0.279 L (p < 0.05). Artigo 2 - Houveum incremento nos VP da parede torácica (PT) em ambos os grupos, durante a realização da técnica de BS (de 0.35 ± 0.10 para 1.79 ± 1.11 L nos sujeitoscom ELA e de 0.42 ± 0.19 para 2.87 ± 0.64 L; Δ1.44 L vs. Δ2.44 L), com p < 0.0001. A técnica induziuum aumento no PFT em ambos os grupos: nos sujeitoscom ELA (2.21 ± 0.71 vs. 3.39 ± 0.73 L/s) e saudáveis (5.19 ± 1.28 vs. 6.30 ± 1.07 L/s), com p < 0.001. Conclusão:Os resultados sugerem que a manobra de BS promoveum aumento dos volumes pulmonares e do PFT à 45º de inclinação de tronco emsujeitossaudáveis e pacientes de ELA.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 275.782.084-20 - ARMELE DE FATIMA DORNELAS DE ANDRADE - UFPE
Interno - 1545315 - GUILHERME AUGUSTO DE FREITAS FREGONEZI
Externo à Instituição - SHIRLEY LIMA CAMPOS - UFPE
Notícia cadastrada em: 06/03/2014 10:50
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