Banca de DEFESA: JULIANA FERNANDES DE SOUZA BARBOSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JULIANA FERNANDES DE SOUZA BARBOSA
DATA: 18/12/2013
HORA: 17:30
LOCAL: AUDITÓRIO DO IMIRÁ PLAZA HOTEL
TÍTULO:

VALIDAÇÃO DA ESCALA DE FATIGABILIDADE PERCEBIDA PARA AVALIAÇÃO DA FADIGA EM IDOSAS


PALAVRAS-CHAVES:

fadiga, envelhecimento, estudo de validade.


PÁGINAS: 84
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fisioterapia e Terapia Ocupacional
RESUMO:
A Fadiga é uma queixa comum em idosos, especialmente naqueles com doenças crônicas e está associada com a perda de independência funcional. No entanto, pouco se sabe sobre como fadiga se manifesta nas atividades de vida diária, e formas de prevenção e intervenções terapêuticas. O termo fatigabilidade foi recentemente proposto para esclarecer a fadiga associada à realização de uma atividade. A sensação de fadiga é um importante critério para a síndrome de fragilidade, entretanto por se tratar de uma medida subjetiva, sua avaliação apresenta limitações para sua avaliação. Nos últimos anos foram criadas escalas de avaliação da fatigabilidade na língua inglesa. No entanto, existem lacunas no tocante à validade destas escalas em relação ao consumo de oxigênio e níveis de fadiga percebida. Objetivo: Averiguar a validade da escala de fatigabilidade percebida para avaliação da fadiga em idosas frágeis e não frágeis, antes e após um teste de caminhada padronizado, por meio da análise cinética dos gases expirados.  Métodos: Trata-se de um estudo do tipo diagnóstico, onde foram avaliadas 48 idosas. A avaliação foi realizada em dois momentos distintos. No primeiro, foram coletados os dados sócios demográficos, além da avaliação da função cognitiva, saúde física, e do fenótipo da fragilidade. O segundo momento foi composto pelo teste de caminhada de 6 minutos e da análise de fatigabilidade percebida. Para análise estatística foi realizada uma análise descritiva e em seguida foi utilizado o teste de correlação de Pearson para avaliar a relação entre a medida de fatigabilidade percebida e com as variáveis VO2, VCO2 e RER pré e pós TC6M.  Foi utilizado um modelo regressão linear considerando inicialmente as seguintes variáveis explicativas: idade, Índice de Massa Corpórea (IMC), presença de fragilidade, número de comorbidades, nível de atividade física habitual, distância percorrida no TC6M, custo energético da caminhada e gravidade da fatigabilidade no desempenho. Resultados: A amostra final foi composta por 44 idosas, com média de idade 75 anos (± 7,2 anos). Não foi observada correlação significativa entre os valores de VO2 (r=.09, p=.56), VCO2 (r=.173, p=.26), RER (r=-.121, p=.43).  O modelo final demonstrou que o custo energético da caminhada, o nível habitual de atividade física e a gravidade da fatigabilidade no desempenho explicaram 83,5% (R2=0,835; p<0,01) da variação na gravidade da fatigabilidade percebida. Conclusão: Nossos achados demonstram uma relação entre a maior gravidade de fatigabilidade percebida e menores níveis de atividade física e maior custo energético na durante teste de caminhada. Esses achados sugerem que a análise da fatigabilidade usando uma simples escala numérica é válida e viável para avaliação da fadiga em idosas.

MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 350637 - RICARDO OLIVEIRA GUERRA
Externo à Instituição - ROSANGELA CORREA DIAS - UFMG
Interno - 2566849 - WOUBER HERICKSON DE BRITO VIEIRA
Notícia cadastrada em: 06/12/2013 09:23
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