Banca de DEFESA: ROCHELE VASCONCELOS CASTELO BRANCO MOURAO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ROCHELE VASCONCELOS CASTELO BRANCO MOURAO
DATA: 24/02/2012
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Aula da Pós-graduação
TÍTULO:

FATORES QUE INFLUENCIAM A COOPERAÇÃO EM HUMANOS


PALAVRAS-CHAVES:

Cooperação humana; Reciprocidade; Favorecimento de grupos;

Diferenças sexuais; Religião; Psicologia Evolucionista.


PÁGINAS: 153
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
RESUMO:

A cooperação humana, além ser fundamentada pelas trocas recíprocas, desenvolve-se

notadamente dentro de grupos extensos e simbolicamente marcados, nos quais existe a

presença de marcadores de grupos, elementos que promovem a cooperação por indicar

pertinência compartilhada. Na presente tese de doutorado, foram produzidos três artigos

empíricos que investigaram como a cooperação humana se organiza diante dos fatores

reciprocidade, comportamento de favorecimento de grupos, influência de marcadores de

grupo e sexo. O método de investigação consistiu no emprego de jogos online de doação de

fichas, nos quais os sujeitos interagiam com jogadores virtuais controlados pelo experimento.

Em linhas gerais, verificamos que o comportamento cooperativo sofre forte influência da

reciprocidade. A cooperação também é afetada pelo favorecimento de grupos, comportamento

que emergiu sob a influência das variáveis naturalidade, etnia e religião, as quais atuaram

como marcadores de grupo. O comportamento de favorecimento de grupos dos sujeitos

mostrou-se amplificado na condição em que os parceiros de grupo cooperaram de forma

generosa e enfraquecido na condição em que os parceiros de grupo foram pouco generosos.

Verificamos também que a cooperação, propriamente dita, não é afetada pelo sexo. Por outro

lado, homens e mulheres cooperam de forma diferenciada sob a influência da reciprocidade e

do comportamento de favorecimento de grupos: as mulheres apresentam um perfil mais

recíproco na cooperação e os homens cooperam pouco com os indivíduos que não pertencem

ao seu grupo, mesmo quando estes são generosos. Observamos também que a religião não é

preditora da cooperação, e que sujeitos evangélicos e ateus cooperam igualmente e exibem

forte comportamento de favorecimento de grupos com os parceiros de mesma denominação

religiosa. Os resultados dos trabalhos, tomados em conjunto, contribuem para a compreensão

do valor adaptativo da cooperação, da reciprocidade e do comportamento de favorecimento de

grupos na solução de desafios na história evolutiva do homem.



MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANDRÉ LUÍS RIBEIRO LACERDA - UFMT
Externo à Instituição - ANUSKA IRENE DE ALENCAR - FACEX
Interno - 1149552 - ARRILTON ARAUJO DE SOUZA
Presidente - 1350337 - FIVIA DE ARAUJO LOPES CAVALCANTI
Interno - 026.781.599-90 - WALLISEN TADASHI HATTORI - UFRN
Notícia cadastrada em: 23/02/2012 09:19
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