Banca de DEFESA: MAYARA CRISTINA MOURA SILVA DOS PRAZERES SILVEIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MAYARA CRISTINA MOURA SILVA DOS PRAZERES SILVEIRA
DATA : 14/03/2022
HORA: 09:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:

Memória de peixe: A cognição em peixes recifais


PALAVRAS-CHAVES:

peixes recifais, aprendizagem, memória, estresse térmico.


PÁGINAS: 114
RESUMO:

Os ambientes recifais apresentam elevada complexidade, fornecendo diferentes tipos de sinais ambientais que necessitam passar por etapas de processamento a fim de viabilizar o processo de aquisição de informações e tomada de decisões. Apesar do mito existente no senso comum ao redor da limitada memória e limitado repertório comportamental de peixes, por muito tempo considerados apenas como instintivos, o desenvolvimento de funções relacionadas à aprendizagem e memória é bastante disseminado entre os teleósteos, sendo essas habilidades cruciais para a sobrevivência nos habitats naturais. Muitas espécies de peixe mostram-se capazes de desempenhar tarefas das mais simples até as mais complexas, no entanto, nosso conhecimento acerca das variações envolvendo características da tarefa ou dos efeitos de variáveis ambientais sobre os processos cognitivos ainda é escasso. O objetivo geral desta tese foi investigar fatores relacionados à natureza/complexidade da tarefa em respostas comportamentais relacionadas à aprendizagem e memória em peixes donzela, utilizando três espécies: Stegastes fuscus, Acanthochromis polyacanthus e Amphiprion percula. Avaliamos o tempo de retenção de informação em tarefas de condicionamento apetitivo e aversivo (capítulo 1); Investigamos a influência da familiaridade no tempo de manutenção de resposta mnemônica (capítulo 2); e Avaliamos aprendizagem e memória espacial em resposta ao aquecimento ambiental (capítulo 3). Nossos resultados mostraram que a natureza do estímulo parece não interferir na retenção de informação por até 15 dias em S. fuscus, que sustentam a resposta mnemônica 5, 10 e 15 dias após condicionamento aversivo e apetitivo. Através da resposta agonística, observamos que S. fuscus apresentou habilidade de reconhecimento individual e capacidade de lembrar de coespecíficos, habilidade que foi afetada pelo tempo de intervalo para o re-pareamento com o coespecíficos (5, 10 e 15 dias). Além disso, observamos que A. polyacanthus aprende e lembra por 5 dias de uma tarefa de navegação espacial enquanto A. percula não apresenta aprendizagem da tarefa. Nesta mesma tarefa, o aumento de 2°C causa prejuízos para a memória e o aumento de 4°C prejudica a aprendizagem de A. polyacanthus. Dada a vulnerabilidade dos ambientes recifais, a compreensão de aspectos relacionados à aprendizagem e memória dos indivíduos pode fornecer à ciência resultados úteis para futuros planos de manejo e conservação, além de contribuir para o conhecimento da biologia das donzelas, que mostram elaborada capacidade cognitiva.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1644341 - ANA CAROLINA LUCHIARI
Externa ao Programa - 1378974 - LIANA DE FIGUEIREDO MENDES
Externo à Instituição - EDUARDO BESSA PEREIRA DA SILVA - UnB
Externa à Instituição - ELIANE GONÇALVES DE FREITAS
Externa à Instituição - PERCILIA CARDOSO GIAQUINTO
Notícia cadastrada em: 09/02/2022 13:51
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