Banca de DEFESA: ANTONIA LIRIA FEITOSA NOGUEIRA ALVINO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANTONIA LIRIA FEITOSA NOGUEIRA ALVINO
DATA : 10/11/2021
HORA: 14:00
LOCAL: Remoto
TÍTULO:

Trabalho por Turnos, Ciclo Sono e Vigília e Ritmo Circadiano Repouso e Atividade de Enfermeiros do Samu do Natal e da Grande Natal


PALAVRAS-CHAVES:

Sono; Ritmo Circadiano; Homeostase; Trabalho Por Turnos


PÁGINAS: 145
RESUMO:

O objetivo desta pesquisa foi caracterizar o Ciclo Sono e Vigília (CSV), estados de humor e fadiga e verificar se essas variáveis apresentavam diferenças conforme o tipo e o tempo de exposição ao trabalho por turnos, em enfermeiros no SAMU do Natal e da Grande Natal. Participaram 47 voluntários que trabalhavam em turnos fixos (27,7%) e alternantes (72,3%), entre cinco a nove anos (63,8%), nove a doze anos (23,4%) ou mais de doze anos (12,8%). O CSV foi avaliado de forma subjetiva pelo [MEQ – HO], Escala de Sonolência de Epworth e [PSQI] e de forma objetiva pela actigrafia e polissonografia. A maioria dos participantes tem idades entre 31 a 40 anos (53,2%) e possuem especialização (74,5%). Como resultados em relação ao CSV os enfermeiros apresentaram médias e Desvio Padrão (DP) de cronotipo em 56 ± 9,3, sonolência diurna excessiva (média ± DP:  de 10,4 ± 5,6), ritmo fragmentado (média ± DP:  de IV 0,8 ± 0,2), baixa sincronização com o claro e escuro do dia (média ± DP:  de IS 0,3 ± 0,1), baixa eficiência do sono (média ± DP:  49,2 ± 23,3) e alto número de despertares (média ± DP:  18,8 ± 8,3). Sobre a caracterização do sono, conforme o tipo de trabalho por turnos, os trabalhadores dos turnos fixos apresentaram sono mais alongado em N3 em comparação com os dos turnos alternantes (média ± DP:  60,1 ± 21,7) e estas diferenças foram estatisticamente significativas (W = 73; p = 0,02) e conforme o tempo de trabalho por turnos não houve significância. Sobre a caracterização dos estados de humor e fadiga observou-se que os participantes estavam severamente fadigados (média ± DP:  8,8 ± 7,1) e com algum grau de depressão (média ± DP:  8 ± 5,1) e ansiedade (média ± DP:  6,4 ± 5,2) e apresentaram médias de fadiga mais altas nos turnos alternantes (média ± DP:  10,5 ± 7,22, p = 0,02). Concluiu-se que os altos valores de IV e baixos valores de IS não se relacionam com os escores de fadiga, que as medidas de sono não são preditoras de fadiga, que não há relação entre o índice de fragmentação do sono e os escores de fadiga, mas que há uma relação entre os valores de M10 (diretamente) e L5 (inversamente) e os escores de fadiga, sendo que apenas M10 influencia a variável fadiga de Chalder (), que há uma relação entre duração do sono em N2 e N3 (diretamente) e os escores de fadiga e N2 e N3 influenciam a variável fadiga de Chalder (N2: ), há uma relação entre os valores de sonolência (diretamente), qualidade do sono (diretamente) e os escores de fadiga, apenas a qualidade do sono (Escore Pittsburgh) tem efeito significativo na  fadiga (),  e que os estados de humor e fadiga variam a depender do tipo e do tempo de trabalho por turnos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1216466 - JOHN FONTENELE ARAUJO
Externa ao Programa - 3549899 - FABIANA BARBOSA GONCALVES
Externa ao Programa - 1110960 - JANE CARLA DE SOUZA
Externo à Instituição - FAUSTO PIERDONA GUZEN - UERN
Externa à Instituição - MARIA FILOMENA CEOLIM - UNICAMP
Notícia cadastrada em: 04/11/2021 13:01
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