Banca de QUALIFICAÇÃO: LUIZ EDUARDO MATEUS BRANDÃO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUIZ EDUARDO MATEUS BRANDÃO
DATA: 24/11/2014
HORA: 18:00
LOCAL: Sala de Aula da Pós-Graduação em Psicobiologia
TÍTULO:

Avaliação do efeito do extrato de Passiflora cincinnata Masters em camundongos: alterações comportamentais no labirinto em cruz elevado e atividade neuroprotetora em um modelo progressivo da doença de Parkinson


PALAVRAS-CHAVES:

Produtos naturais, Passiflora cincinnata, Ansiedade, Doença de Parkinson.


PÁGINAS: 88
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
RESUMO:

Os transtornos de ansiedade e a doença de Parkinson são patologias que atingem uma grande parcela da população. Grande parte das alternativas terapêuticas para essas patologias não contribui para melhora de todos os aspectos clínicos e/ou acarreta efeitos colaterais indesejáveis, havendo assim uma grande demanda para o desenvolvimento de novos fármacos. A Passiflora cincinnata Mast., planta conhecida popularmente por “maracujá do mato”, “maracujá tubarão” ou “maracujá mochila”, é uma espécie nativa presente em diversos estados brasileiros. As espécies do gênero passiflora são muito conhecidas por suas flores exóticas, seus frutos comestíveis de sabor marcante e por suas propriedades sedativas, tranquilizantes e ansiolíticas relatadas pela medicina popular. São plantas que apresentam compostos orgânicos importantes como fenóis, glicosídeos cianogênicos, alcalóides e flavanóides, sendo estes responsáveis pelas atividades ansiolítica, antioxidante, antiinflamatória, anti-hiperglicêmica, entre outras quando testadas em mamíferos. Apesar disto, poucos são os estudos realizados no sentido de investigar os possíveis efeitos biológicos in vivo do extrato da espécie Passiflora cincinnata Mast. Então, neste estudo avaliamos o efeito do extrato alcoólico desta planta na ansiedade e em um modelo animal da doença de Parkinson. Animais injetados com diferentes concentrações de extrato de P. cincinnata e posteriormente testados no labirinto em cruz elevado (administração aguda ou crônica) não mostraram comportamentos do tipo ansioso ou ansiolítico. No intuito de reproduzir sintomas parkinsonianos em roedores, nós administramos injeções repetidas de reserpina que induziram prejuízos motores progressivos como o aumento no tempo de catalepsia em barra, aumento da frequência de tremor de mandíbula e mastigação no vácuo, e redução na velocidade média dos animais no campo aberto. Além disso, este tratamento promoveu prejuízo na evocação da memória aversiva nos camundongos submetidos a esquiva discriminativa no labirinto em cruz elevado. Por outro lado, os animais tratados concomitantemente com extrato etanólico de P. cincinnata, mostraram uma maior latência para o surgimento de déficits motores avaliados pela catalepsia em barra. Esses resultados mostram que o extrato alcoólico de P. cincinnata foi capaz de retardar o surgimento da catalepsia induzida por reserpina, mas não mostrou atividade ansiolítica ou neuroprotetora em relação aos demais parâmetros motores ou mnemônicos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2527496 - ALESSANDRA MUSSI RIBEIRO
Interno - 1645202 - ELAINE CRISTINA GAVIOLI
Notícia cadastrada em: 19/11/2014 11:50
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