Banca de QUALIFICAÇÃO: ANDRE LEANDRO SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANDRE LEANDRO SILVA
DATA: 26/06/2012
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 2 do DDRH - Dep. Nutrição
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DE NANOEMULSÃO CATIÔNICA COMO VETOR NÃO-VIRAL PARA TERAPIA GÊNICA CUTÂNEA


PALAVRAS-CHAVES:

Terapia gênica; nanoemulsão catiônica; carreador não viral


PÁGINAS: 47
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

A terapia gênica baseia-se na transferência de material genético exógeno para células ou tecidos no intuito de corrigir, suplementar ou silenciar um determinado gene. Para que o objetivo seja alcançado, eficientes carreadores devem ser desenvolvidos: viras ou não-virais. Entre estes últimos encontram-se os sistemas nanoemulsionados, que vêm sendo extensivamente estudados nos últimos anos em decorrência dos diversos efeitos adversos relacionados aos carreadores virais. O objetivo deste trabalho foi avaliar um sistema nanoemulsionado como possível veículo não viral para terapia gênica, empregando o plasmídeo (pDNA) pIRES2-EGFP. No intuito de escolher a melhor formulação, foi desenvolvido um Diagrama Pseudo-Ternário de Fases (DPTF) e em seguida, analisada a possibilidade de escalonamento do sistema. Realizou-se caracterização físico-química por meio de espalhamento dinâmico de luz (Dynamic Light Scattering – DLS), migração eletroforética, análise de pH e condutividade. Em paralelo, foi acompanhada a estabilidade do sistema, em diferentes temperaturas (4°C, 25°C e 40°C), por um período de 60 dias. A citotoxicidade foi avaliada por meio de ensaio em células MRC5 e uma curva de morte celular foi encontrada em razão do volume de nanoemulsão. O poder de complexação do pDNA pelas nanoemulsões foi analisado por meio do ensaio de migração eletroforética em gel de agarose, considerando os fatores físicos: temperatura do meio de complexação, tempo de complexação e fase de incorporação do lipídeo catiônico. O sistema escolhido é composto de 5% de Captex 355®, 0,8% de Span 80®, 1,2% de Tween 80®, 0,16% de estearilamina e água ultra-pura (qsp 100%). O processo de escalonamento mostrou aumento no tamanho de gotícula com o aumento do volume produzido. No que tange à estabilidade, o sistema apresentou-se estável por 60 dias em temperaturas de 4°C e 25°C, contudo, a 40°C, apresentou separação de fases num período de 15 dias. O sistema apresentou toxicidade dose-dependente e uma curva linear de morte foi plotada: o volume necessário para ensaios de transfecção corresponde a 81,49% de viabilidade celular. Provou-se a influência dos fatores físicos na complexação do pDNA pelas nanoemulsões catiônicas: para o pIRES2-EGFP, o melhor tempo de compactação foi de 120 minutos, a 4°C, quando a estearilamina é incorporada à fase aquosa. Os resultados encontrados até o momento sugerem que nanoemulsões catiônicas contendo estearilamina são possíveis veículos não virais para a terapia gênica.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1639820 - ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR
Interno - 1544647 - MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
Externo ao Programa - 032.540.854-85 - TIRZAH BRAZ PETTA LAJUS - UFRGS
Notícia cadastrada em: 19/06/2012 15:42
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