Banca de DEFESA: FRANCISCO LEANDRO MEDEIROS DE LUCENA JALES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FRANCISCO LEANDRO MEDEIROS DE LUCENA JALES
DATA : 18/09/2020
HORA: 14:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:

 INVESTIGAÇÃO FITOQUÍMICA E AVALIAÇÃO DO POTENCIAL EFEITO ANTIVIRAL E DA TOXICIDADE ORAL AGUDA DE Scoparia dulcis L. (VASSOURINHA)


PALAVRAS-CHAVES:

Scoparia, plantas medicinais, HSV-1, flavonoides, terpenoides e vassourinha.


PÁGINAS: 145
RESUMO:

A espécie Scoparia dulcis L. (Plantaginaceae), comumente conhecida como vassourinha, é utilizada popularmente como cicatrizante, anti-inflamatório e no tratamento de doenças gastrointestinais. Os principais metabólitos secundários descritos para a espécie são os terpenos como ácidos scopadulcico A e B, scopadiol, scopadulciol, scopadulinico, ácidos scoparico A – C, mas também tem relatos da presença de flavonoides. O presente estudo teve como objetivo investigar o perfil fitoquímico e avaliar o potencial antiviral e a toxicidade do extrato das folhas de S. dulcis. Foram preparados extratos hidroetanólicos com amostras coletadas na zona urbana do município Natal e amostras coletadas na zona rural do município de Serra Caiada-RN, com variação do método de extração e teor alcoólico: maceração 35%, e 70% e turbólise 35% e 70%. Os extratos foram analisados por Cromatografia em Camada Delgada e por Cromatografia Líquida acoplada a espectrômetro de massas e foi avaliado o teor de flavonoides e fenois totais em cada extrato. Os extratos obtidos com amostras da zona urbana foram avaliados quanto a citotoxicidade pelo teste de viabilidade celular em células VERO pelo teste de MTT e atividade antiviral dos extratos frente ao vírus herpes tipo I- HSV-1 nos ensaios: de atividade virucida, pós-infecção, concomitante e pré-tratamento. A toxicidade oral aguda do extrato obtido por maceração 70% de amostras coletadas da zona rural de Serra Caiada foi avaliada em modelo in vivo, por administração oral de 2000 mg/kg. Por meio das análises cromatográficas foram identificadas ao total 31 substâncias nos extratos de S. dulcis, sendo a maioria flavonoides como O-glicosídeos derivados do núcleo quercetina, além de terpenoides como álcool benzílico, metil éster do ácido benzoico, metil éster do ácido palmítico, metil éster do ácido oleico, metil éster do ácido fitol, metil éster do ácido esteárico, n-tetracosano e mais cinco composto não identificáveis. Quanto ao teor de fenois e flavonoides totais os extratos que apresentaram o maior teor foram: turbolise 70% 104,18±0,05 para fenois e 64,06±0,05 para flavonoides e maceração 70% zona rural com 98,04±0,03 e 56,75±0,06. No ensaio do MTT, foi observada uma viabilidade celular acima de 80% para todos extratos até a concentração de 250 μg/mL, com exceção do extrato obtido por turbólise 35 % que apresentou viabilidade celular inferior à 50%. Nos modelos antivirais estudados, o extrato obtido por turbólise 70 % mostrou-se o mais eficiente quando comparado aos demais extratos, visto que, promoveu uma inibição significativa do vírus HSV-1 nos modelos avaliados. Em relação a avaliação da toxicidade aguda in vivo do extrato obtido por maceração 70% (amostra rural), não foi observado nenhuma alteração nos parâmetros bioquímicos, comportamentais ou hematológicos que fossem sugestivos de suposta toxicidade gerada pelo extrato. Por fim, a espécie apresentou um potencial efeito antiviral e não apresentou sinais de toxicidade in vitro e em modelo agudo in vivo.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1715230 - JOSELIO MARIA GALVAO DE ARAUJO
Externa à Instituição - JULIA MORAIS FERNANDES - UNESP
Presidente - 1490222 - SILVANA MARIA ZUCOLOTTO LANGASSNER
Notícia cadastrada em: 02/09/2020 17:54
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