Banca de QUALIFICAÇÃO: BARBARA CABRAL

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : BARBARA CABRAL
DATA : 29/03/2019
HORA: 08:30
LOCAL: SALA 7B1 DO DFAR
TÍTULO:

DESENSOLVIMENTO DE UM FITOTERÁPICO A BASE DO EXTRATO OBTIDO DA FARINHA DO PERICARPO DE Passiflora edulis fo. flavicarpa: ESTUDO FITOQUÍMICO, AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA COMO ANTI-HIPERTENSIVO E ANTIDIABÉTICO E DA SEGURANÇA NÃO-CLÍNICA E CLÍNICA


PALAVRAS-CHAVES:

Hipertensão; Diabetes; Passiflora edulis; Pericarpo; Fitoterápico


PÁGINAS: 158
RESUMO:

A hipertensão e a diabetes mellitus são doenças em ascensão no mundo e podem causar várias complicações cardiovasculares. Diversos fármacos apresentam eficácia no tratamento dessas doenças, entretanto muitos apresentam efeitos adversos e limitações de eficácia. Assim, devido à necessidade da busca por novas alternativas terapêuticas para hipertensão e diabetes, e com o intuito de estimular o desenvolvimento de medicamentos fitoterápicos com espécies nativas do Brasil, o estudo teve como objetivo realizar uma avaliação toxicológica e farmacológica dos extratos da farinha do pericarpo de P. edulis fo. Flavicarpa Degener (maracujá amarelo). Para a realização do estudo foram produzidos dois extratos, um aquoso por decocção (AFA) e um hidroetanólico (AFM), obtido por maceração. Para atingir os objetivos, a metodologia do estudo foi dividida nas seguintes partes: i: estudo in vivo de toxicidade aguda; ii: realização de ensaios não clínicos ex vivo e in vivo e para avaliar a atividade anti-hipertensiva e in vivo para valiar a atividade antidiabética; iii estudo fitoquímico. Na avaliação da toxicidade aguda, os extratos AFA e AFM foram classificados na categoria 5 pelo SGA (Globally Harmonised Classification System for Chemical Substances and Mixtures) com DL50 >2000mg/kg. Em relação aos parâmetros bioquímicos, hematológicos e histológicos, após 14 dias da administração dos extratos, nenhuma alteração significativa foi observada quando comparada com o grupo controle. Na avaliação da atividade vasorelaxante dos extratos em modelo ex vivo de artéria isolada, foi verificado que o extrato AFM provocou um maior relaxamento vascular quando comparado com o extrato AFA e que o provável mecanismo responsável por esse efeito seja devido a sua ação nos canais de K+. A partir dos resultados do estudo de reatividade vascular, o extrato AFM foi escolhido para dar continuidade à avaliação em modelo crônico de atividade anti-hipertensiva, utilizando modelo de ratos espontaneamente hipertensos. Nesse estudo, foi observado que o extrato AFM nas doses de 200 e 400 mg/ Kg (p<0,05), via oral, conseguiu diminuir a pressão arterial média. Foi ainda verificado que o tratamento com AFM na dose de 400 mg/Kg conseguiu reverter à disfunção endotelial nos animais hipertensos, sendo esse efeito provavelmente devido a um aumento da oxido nítrico sintase. Na avaliação in vivo da atividade antidiabética aguda, observou-se que os extratos AFA e AFM nas doses de 400 e 600 mg/ Kg (p<0,05), via oral, em associação com a insulina conseguiram reduzir de forma significativa a glicemia, quando comparado aos ratos diabéticos que receberam apenas a insulina. É necessário destacar que o extrato AFA apresentou uma melhor resposta hipoglicemiante quando comparado com AFM. Com base nos resultados pode-se sugerir que os extratos estão agindo na resistência a insulina, semelhante à metformina. No estudo crônico da diabetes foi verificado que os extratos AFA e AFM nas doses de 400 mg/ kg, via oral, reduziram de forma significativa a glicose dos grupos tratados. A atividade antioxidante in vitro mostrou que os extratos apresentaram atividade antioxidante, fato esse importante, já que o estresse oxidativo é um dos grandes responsável pelas complicações crônicas tanto na hipertensão como na diabetes. No estudo fitoquímico foi possível identificar 21 compostos, sendo 18 flavonoides, 2 glicosídeos cianogênicos e 1 ácido fenólico, foi ainda observado que o extrato AFM apresentou um maior teor de fenólicos totais e flavonoides, quando comparado com AFA. Portanto, os estudos farmacológicos apontaram que o extrato AFA e AFM mostrou-se promissor como coadjuvante no tratamento da diabetes, já o extrato AFM se mostrou com potencialidade para ser utilizado como coadjuvante no tratamento da hipertensão. Assim, ao final desses experimentos o estudo contribuirá com informações de segurança e eficácia e com dados químicos para o desenvolvimento de um futuro medicamento fitoterápico obtido a partir dos extratos da farinha do pericarpo da P. edulis.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2276354 - LEANDRO DE SANTIS FERREIRA
Interno - 6330567 - TULIO FLAVIO ACCIOLY DE LIMA E MOURA
Presidente - 1804884 - VIVIAN NOGUEIRA SILBIGER
Notícia cadastrada em: 13/03/2019 13:32
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