Banca de DEFESA: CINTHYA SARAIVA DE ASSIS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CINTHYA SARAIVA DE ASSIS
DATA: 27/10/2015
HORA: 10:30
LOCAL: SALA DE AULA II DO PPGCF
TÍTULO:

Avaliação dos efeitos tóxicos in vitro e in vivo do extrato hidroetanólico dos frutos de Genipa americana L. (Rubiaceae) em camundongos Swiss


PALAVRAS-CHAVES:

cytotoxicity, acute and subcronic toxicity, jenipapo, iridoids, traditional medicine meso- and southern America.


PÁGINAS: 81
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

O uso terapêutico de plantas medicinais tem contribuído desde a antiguidade de forma benéfica para a saúde. No entanto, muitas espécies carecem de evidências científicas que forneçam embasamento para a sua utilização na prática terapêutica. Neste contexto, encontra-se a espécie Genipa americana L. (Rubiaceae), conhecida popularmente como jenipapo e utilizada como antissifilítica, antiulcerosa e anti-hemorrágica, contra hematomas, como tônico, afrodisíaco, etc. Visto que, essa espécie carece de estudos toxicológicos, o objetivo deste trabalho foi avaliar a toxicidade in vivo (toxicidade aguda e subcrônica) e in vitro (citotoxicidade) do extrato dos frutos da G. americana. O extrato hidroetanólico dos frutos de G. americana foi preparado por maceração. Foi realizada uma análise fitoquímica preliminar para avaliar a presença de metabólitos secundários no extrato. No estudo da citotoxicidade do extrato (0,1; 1,0; 10; 100 e 1000 μg/100μL) foram utilizadas linhagens de células normais (3T3) e tumorais (786-0, HepG2 e B16), analisados pelo ensaio do MTT. Para a avaliação da toxicidade aguda (dose única de 2000 mg/Kg) e subcrônica (100, 500 e 1000 mg/Kg por 30 dias) foram utilizados camundongos Swiss de ambos os sexos. Ao final dos experimentos, amostras de sangue e órgãos foram coletados para análise. Os dados entre os grupos foram comparados pelo test T ou por ANOVA com pós-teste de Dunnett com nível de significância de 5%. O estudo fitoquímico do extrato indicou principalmente a presença de iridóides. Os ensaios de citotoxicidade apresentaram resultados de até 70% de inibição celular frente à linhagem de B16, na dose de 1000 μg/100μL, e até 29% frente à linhagem 786-0, na dose de 10 μg/100μL. O extrato não promoveu morte nas células 3T3 e HepG2. Durante as avaliações in vivo, não houve mortes de animais. A análise das amostras de sangue revelou que os animais submetidos à avaliação da toxicidade aguda apresentaram leves alterações hepáticas, e que os animais submetidos à avaliação da toxicidade subcrônica apresentaram alterações no peso relativo do rim esquerdo e na concentração plasmática de uréia. Não foram observadas diferenças entre grupos testes e controles na avaliação histopatológica dos órgãos coletados. Apesar das alterações encontradas nos ensaios de toxicidade in vivo, segundo os critérios descritos pelos Guias OECD, sugere-se que o extrato hidroetanólico dos frutos da G. americana seja classificado como de baixa toxicidade. A citotoxicidade do extrato sugere que o
mesmo possui potencial contra as linhagens de melanoma (B16) e carcinoma renal (786-0).


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1306690 - TELMA MARIA ARAUJO MOURA LEMOS
Externo ao Programa - 1755098 - PAULA DA SILVA KUJBIDA
Externo à Instituição - MOACYR JESUS BARRETO DE MELO RÊGO - UFPE
Notícia cadastrada em: 26/10/2015 11:22
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - | | Copyright © 2006-2022 - UFRN - sigaa22-producao.info.ufrn.br.sigaa22-producao