A Revolta Como Compromisso Ético no Ciclo do Absurdo de Albert Camus
Existencialismo, Ética da resistência, Liberdade, Autenticidade, Solidariedade.
A presente dissertação explora o conceito de absurdo na filosofia e na literatura de Albert Camus, analisando seu impacto ético e existencial. Partindo das influências filosóficas de Kierkegaard, Nietzsche, Heidegger e Sartre, o trabalho examina como Camus desenvolve uma resposta original ao absurdo, rejeitando soluções transcendentais e afirmando a revolta como um ato ético. Por meio de obras como O Estrangeiro, O Mito de Sísifo e Calígula, investiga-se como o absurdo molda a visão camusiana de liberdade, autenticidade e solidariedade. Em última análise, a dissertação argumenta que a revolta, enquanto reconhecimento lúcido da condição humana, é a base para um compromisso ético que transcende o desespero e propõe uma vida significativa.