Condições da linguagem para as chamadas “Operações Sociais da Mente” segundo Thomas Reid: uma teoria confiabilista da linguagem a partir da Proper Function de Alvin Plantinga
Operações sociais da mente. Faculdades da linguagem. Função apropriada. Warrant.
Thomas Reid (1710 – 1796) distingue as operações da mente em dois tipos: (a) operações solitárias (perceber, relembrar, julgar, raciocinar etc.) e; (b) operações sociais (testemunhar, ordenar, prometer, declarar etc.). Essas são intrinsecamente relacionadas com a estrutura da linguagem e por ela conhecidas. Reid pretende oferecer uma “anatomia da mente” para que se conheçam a mente e suas faculdades através de duas fontes: (1) a atenção a ser dada à estrutura da linguagem e; (2) a atenção às ações e condutas dos seres humanos. Se a linguagem é a “imagem expressa e o retrato do pensamento”, é a partir da linguagem que as operações sociais da mente são conhecidas. Isso, porém, não se dá sem “o intercurso com outro ser inteligente” e, assim, sem serem expressas por palavras ou sinais e conhecida por outra parte. São tais condições suficientes para o sucesso das operações sociais da mente? É por negar essa suficiência que se fazem necessárias novas condições, dessa feita adotadas a partir da conversão da teoria da função apropriada e noção de Warrant de Alvin Plantinga. No primeiro caso, a tese afirmará que as operações sociais da mente alcançam com sucesso sua realização quando a linguagem, tal como os órgãos do corpo humano e outros artefatos, (1) depende de um funcionamento apropriado de suas faculdades. Para o segundo caso, a tese afirmará que as operações sociais da mente alcançam com sucesso sua realização quando as faculdades da linguagem, segundo sua função apropriada (2) correspondem ao em ambiente linguístico para seu desenvolvimento adequado; (3) quando atende ao propósito das operações sociais, qual seja, testemunhar, declarar, prometer etc.; (4) com uma alta probabilidade objetiva de proferir intencionalmente aquelas operações com alto grau de confiabilidade e dependência linguística. Apresentam-se aqui na Parte I, portanto, os fundamentos para as condições atualizadas, e necessárias, para que as operações sociais da mente alcancem seu sucesso através de uma concepção confiabilista da linguagem.