Banca de DEFESA: TERESA CRISTINA COELHO DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: TERESA CRISTINA COELHO DOS SANTOS
DATA: 29/08/2012
HORA: 14:00
LOCAL: LOCAL A DEFINIR
TÍTULO:

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: práticas de professores frente à deficiência intelectual


PALAVRAS-CHAVES:

Práticas Pedagógicas. Deficiência Intelectual. Inclusão Escolar.


PÁGINAS: 200
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
RESUMO:

O presente trabalho se constitui numa pesquisa sobre práticas pedagógicas de professores que vivenciam o cotidiano escolar com alunos com Deficiência Intelectual (DI) nas suas turmas, consideradas inclusivas. A investigação foi realizada no ano letivo de 2010 em uma escola municipal de Natal-RN, tendo como objetivo geral investigar as práticas pedagógicas desenvolvidas pelos professores participantes, bem como sua visão acerca da Deficiência Intelectual frente a alunos que a apresentam, inseridos em anos iniciais do Ensino Fundamental. Na escolha metodológica, considerando a natureza do fenômeno estudado, optamos pela abordagem qualitativa e pelo método estudo de caso. Foram utilizados, como procedimentos, a observação e a entrevista semiestruturada, que contribuíram para uma coleta de dados significativos, numa tentativa de dar respostas aos objetivos propostos. Os sujeitos da pesquisa foram selecionados por conveniência e se constituíram em duas professoras do Ensino Fundamental I, vinculados à rede pública, as quais se dispuseram voluntariamente a colaborar nessa investigação. A análise das observações e dos discursos dos sujeitos possibilitou construirmos considerações sobre a ação pedagógica com educandos com Deficiência Intelectual, em uma escola regular. Os resultados obtidos apontam para uma prática revestida de uma pedagogia tradicional, com poucas adequações, embora haja um processo inicial de mudança, o que observamos nas aulas e captamos nas falas, visto que, em vários momentos, percebemos um interesse por desenvolver uma pedagogia freireana. Um aspecto que chamou nossa atenção se refere à ação formativa efetivada na escola para esses professores. Constatamos sua incipiência, pois essa não acontece de forma sistematizada na escola. Durante todo o ano investigado, os professores não tiveram acesso a nenhuma modalidade de formação e a pouco acompanhamento especializado. Percebemos que há, ainda, uma concepção de Deficiência Intelectual que dificulta “enxergar” esse aluno como um ser com possibilidades de aprendizagem. Os aspectos que interferiram na formação prejudicam o desenvolvimento de uma prática pedagógica que atenda a singularidade da clientela e que promova uma inclusão escolar verdadeiramente efetiva, coerente com os direitos sociais proclamados neste século. Acreditamos na irreversibilidade do processo inclusivo desencadeado há algumas décadas e que os obstáculos para a prática pedagógica de alunos com DI estão visíveis e possíveis de serem superados, desde que sejam transformados em desafios para todos os que compõem a escola, o sistema municipal de educação e os que constroem as políticas públicas para a educação inclusiva.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1149418 - LUCIA DE ARAUJO RAMOS MARTINS
Interno - 1149542 - FRANCISCO RICARDO LINS VIEIRA DE MELO
Interno - 3315373 - LUZIA GUACIRA DOS SANTOS SILVA
Externo à Instituição - JANINE MARTA COELHO RODRIGUES - UFPB
Notícia cadastrada em: 13/08/2012 09:07
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