Banca de DEFESA: ANTONINO CONDORELLI

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.

DISCENTE: ANTONINO CONDORELLI

DATA: 01/07/2011

HORA: 14:30

LOCAL: A DEFINIR

TÍTULO:

DERSU UZALA: Hibridação Homem-Natureza


PALAVRAS-CHAVES:

Arte e ciência - Hibridação homem-natureza - Diálogo entre saberes.


PÁGINAS: 168

GRANDE ÁREA: Ciências Humanas

ÁREA: Educação

RESUMO:

Esta dissertação explora de que forma as hibridações entre ser humano e
ambientes naturais não-urbanos contribuem para configurar as estratégias de
atenção, de construção de conhecimento e de interação com o mundo do
sujeito e como, recursivamente, as atitudes perceptivo-cognitivas e as
maneiras de se aproximar do real, de imputar sentido aos fenômenos e de
interagir com o ambiente praticadas pelo sujeito condicionam e contribuem
para definir as hibridações entre humanos e não-humanos. Norteia essa
exploração o conceito de híbrido que, inspirando-me em Bruno Latour (2008),
concebo como uma associação entre elementos sem características inerentes,
mutuamente imbricados, que se redefinem, recriam e reconfiguram
reciprocamente. Utilizo como operadores cognitivos uma narrativa literária e
uma cinematográfica: o livro autobiográfico Dersu Uzala, do escritor e
explorador russo Vladimir Klavdievich Arseniev (1872-1930), publicado pela
primeira vez em 1923, e o filme homônimo do diretor japonês Akira Kurosawa
(1910-1998), lançado em 1975. Essas obras reconstroem três expedições
realizadas por Arseniev no começo do século XX na região siberiana do Uçuri,
tendo como guia o caçador nômade de etnia gold Dersu Uzala, com quem o
escritor travou uma profunda amizade. A escolha de fazer dialogar no mesmo
plano dois registros complementares de conhecimento, arte e ciência,
fundamenta-se na concepção de Edgar Morin (2003b) da literatura e do cinema
como escolas de vida e de complexidade humana, e na visão de Claude Lévi-
Strauss (2007) da arte como modelo reduzido que favorece um olhar mais
abrangente sobre os fenômenos. Inicialmente, relaciono minha pesquisa com
os trabalhos de Silmara Lídia Marton (2008) e Samir Cristino de Souza (2009),
que analisaram as estratégias de construção de conhecimento e interação com
o mundo de um habitante da Lagoa do Piató (Município de Assú, Rio Grande
do Norte), Francisco Lucas da Silva, e mostro algumas analogias entre estas e
as de Dersu Uzala, sendo ambas produtos de determinadas hibridações com o
ambiente. Em seguida, exploro as implicações cognitivas da amizade de
Arseniev com o caçador gold, metáfora/encarnação do diálogo possível entre
saberes de matrizes diferentes. Em um terceiro momento, dialogando com
pensadores que se interrogaram sobre o trinômio homem-naturezarepresentações
e com as narrativas de Arseniev (1997) e Kurosawa (1975),
reflito sobre as ideias de híbrido, de humano e não-humano, de vivo e não-vivo,
de proximidade e afastamento do sujeito de outros sistemas leitores do mundo,
de relação direta e mediada com o real, de ambientes naturais urbanos e nãourbanos.
Em seguida, incursiono no livro de Arseniev e no longa-metragem de
Kurosawa, tentando identificar quais fatores mais contribuíram para configurar
as estratégias de conhecimento e de interação com o ambiente manifestadas
pelo explorador e pelo caçador gold e, recursivamente, de que forma tais
estratégias contribuíram para definir suas hibridações com o ambiente
siberiano. Por último, a partir das reflexões tecidas ao longo do trabalho, me
interrogo sobre o que elas podem nos dizer sobre nossa forma de interagir com
a natureza não-humana e sobre o diálogo entre diversas formas de perceber,
conhecer e relacionar-se com o mundo.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1149630 - ANA LUCIA ASSUNCAO ARAGAO
Externo à Instituição - IZABEL CRITINA PETRAGLIA - UNINOVE
Presidente - 347048 - MARIA DA CONCEICAO XAVIER DE ALMEIDA
Notícia cadastrada em: 02/06/2011 09:50
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