Banca de DEFESA: MARCIA BETANIA ALVES DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARCIA BETANIA ALVES DA SILVA
DATA : 25/10/2019
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório 01 do PPGEd - NEPSA II - UFRN
TÍTULO:

O DESENHO, O CORPO E A DEFICIÊNCIA VISUAL: DIÁLOGOS ENTRE O ENSINO DE ARTES VISUAIS E A INCLUSÃO ESCOLAR


PALAVRAS-CHAVES:

Artes Visuais. Arte contemporânea. Corpo. Desenho. Deficiência visual.


PÁGINAS: 150
RESUMO:

Esta dissertação objetiva construir no contexto do ensino de Artes Visuais estratégias didáticas para compreensão do desenho como ato corporal, considerando a apropriação desse conhecimento pelos estudantes com e sem deficiência visual no âmbito da sala de aula regular sob a ótica da arte contemporânea. Mais particularmente, objetivamos evidenciar na produção da arte contemporânea possibilidades pedagógicas na interface corpo e desenho abstrato, tendo em vista a participação de estudantes com e sem deficiência visual; desencadear processos de criação de desenhos abstratos mobilizando o corpo desses estudantes, a partir da realização de oficinas pedagógicas e analisar a experiência construída, relacionando corpo, deficiência visual e arte contemporânea. O enfoque metodológico fundamenta-se na pesquisa intervenção na perspectiva da filosofia da linguagem de Mikhail Bakhtin (2011) e escritos de Jobim e Souza (2016), tendo por campo empírico uma Escola Municipal, localizada em Natal/RN, em uma turma de 6º ano, na qual estão matriculados vinte e oito estudantes com e sem deficiência visual, dentre os quais um estudante tem baixa visão. Para a produção dos dados, realizaram-se nove Oficinas Pedagógicas, entrevistas, registros audiovisuais e visuais com câmera digital e caderno-portfólio. Trata-se de uma pesquisa embasada na concepção de corpo estesiológico, conforme Merleau-Ponty (1945/2015) e Nóbrega (2015), nas ideias de arte contemporânea de Danto (2006) e Cauquelin (2005; 2010) e no entendimento de inclusão e deficiência visual segundo Amiralian (2009) e na produção artística de Tony Orrico (1979) e Jackson Pollock (1912 – 1956), dentre outros autores. Apreendemos desse estudo que no campo pedagógico do ensino de Artes Visuais, problematizar o ver por meio do ensino de desenho abstrato potencializa a poética na experimentação do corpo e na relação deste com outros corpos e a expressividade. A experiência de criação conduziu cada estudante a se expressar na construção do próprio repertório, aprendendo a desafiar seus limites. A voz dos estudantes possibilitou perceber que o desenho como ato corporal configurou-se como corpodesenhante e a oficina como um espaço inclusivo e de experiência estesiológica.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1149574 - JEFFERSON FERNANDES ALVES
Externo à Instituição - JOSE ALBIO MOREIRA DE SALES - UECE
Interna - 1038320 - KARENINE DE OLIVEIRA PORPINO
Interna - 3315373 - LUZIA GUACIRA DOS SANTOS SILVA
Externo à Instituição - ROBSON XAVIER DA COSTA - UFPB
Notícia cadastrada em: 22/10/2019 13:37
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