Banca de DEFESA: CRISTÓVÃO PEREIRA SOUZA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CRISTÓVÃO PEREIRA SOUZA
DATA: 20/02/2014
HORA: 08:00
LOCAL: Multimeios I/CE
TÍTULO:

A Videobiografia como dispositivo de pesquisa-ação-formação: uma prática educativa com adolescentes


PALAVRAS-CHAVES:

Videobiografia. Narrativa de Vida. Abrigo Institucional. Adolescência Abrigada


PÁGINAS: 278
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
RESUMO:

O foco desta tese é a produção de videobiografias com/por adolescentes abrigados. O seu objetivo geral é discutir as potencialidades da produção de videobiografias enquanto dispositivo de pesquisa-ação-formação. Do ponto de vista da pesquisa, este estudo interroga as práticas culturais que demarcam a passagem dos adolescentes em abrigos institucionais. Do ponto de vista da ação, busca identificar os modos de apropriação pelos adolescentes do espaço de criação audiovisual; e, do ponto de vista da formação, interpela as potencialidades da linguagem audiovisual enquanto um meio a partir do qual os adolescentes podem se autoconfigurar responsavelmente, na reinvenção de lugares e de outros mundos para si. A pesquisa se insere no entrecruzamento das abordagens qualitativas de cunho etnográfico e da pesquisa-ação-formação. Ancora-se teoricamente nas abordagens autobiográficas - Pineau (2005); Passeggi (2008); Delory-Momberger (2008); Josso (2010) e Bertaux (2010) - e no método fílmico - Ramos (2003); Wohlgemuth (2005) e Comoli (2009). Participaram da pesquisa onze adolescentes abrigados, integrantes do ciclo de produção de rastros biográficos, dentre eles, os três adolescentes que avançaram para os ciclos de produção de narrativas de vida e de exercícios reflexivos em torno dos relatos produzidos, procedimentos dos quais extraímos o conjunto do material empírico analisado. A análise revelou que os adolescentes recorrem no abrigo a três tipos de práticas: a de “bagunça” como forma de expressão; a de “evasão” como resistência à coibição do direito de ir e vir, e a de reivindicação de um regime da “verdade” para a ambiência institucional, as quais emergem como tática de sobrevivência face a trajetos de desvínculos, abandono e negligência familiares. O estudo também evidenciou a apropriação dos espaços de criação audiovisual pelos adolescentes para manifestações expressivas através da música, além de favorecer o diálogo entre e com os adolescentes e a realização de exercícios reflexivos voltados para a tomada de consciência de suas histórias em devir. Tais achados permitem afirmar de modo mais amplo a tese de que a linguagem audiovisual é um potente artefato mobilizador de reflexões e autonomização de sujeitos em situação de exclusão social. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 7346845 - MARIA DA CONCEICAO FERRER BOTELHO SGADARI PASSEGGI
Notícia cadastrada em: 19/02/2014 16:55
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