Banca de DEFESA: JOSENILDO PEREIRA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSENILDO PEREIRA DA SILVA
DATA: 03/02/2014
HORA: 14:30
LOCAL: SALA DE MULTIMEIOS 02/CENTRO DE EDUCAÇÃO/UFRN
TÍTULO:

FORMAÇÃO DOCENTE EM TEMPOS DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA: CENÁRIOS E DESAFIOS EM UMA ESCOLA PÚBLICA


PALAVRAS-CHAVES:

Educação Inclusiva; formação docente; necessidades formativas; escola pública.


PÁGINAS: 114
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
RESUMO:

O objeto de investigação desta dissertação foi a formação docente e o perfil dos professores que lidam com o desafio da educação inclusiva no dia-a-dia de uma escola pública, situada em bairro periférico no município de NATAL/RN. Neste estudo a educação especial é compreendida - numa perspectiva inclusiva - como a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Oprofessor está diante do desafio de uma docência que busca se pautar no intercâmbio psicossocial da sala de aula, na ação reflexiva e colaborativa que pode construir novas estratégias de ação pedagógica voltada para todos os estudantes, inclusive os que apresentam algum tipo de deficiência que se encontram em sua sala de aula. Assim, apesar da existência de algumas especificidades na educação do alunado com deficiência, não se pode manter um modelo formativo voltado apenas para a especialização, mas construir um modelo de formação docente no qual a formação inicial e continuada lide com as diversidades existentes no contexto escolar. O objetivo desta dissertacao foi investigar concepções de inclusão e de necessidades formativas dos docentes relacionadas à sua atuação com estudantes que são o público alvo da educação especial. A investigação consistiu num estudo de caso de cunho qualitativo que permite o conhecimento profundo de determinado fenômeno. No que se refere à educação inclusiva estão em jogo concepções, experiências e, inclusive, ausência de experiências pessoais e/ou profissionais junto a alunos com deficiência. Isso demanda estudos sobre necessidades formativas na busca por compreender práticas docentes no âmbito de uma escola que desenvolve a educação inclusiva. Os instrumentos utilizados no processo de coleta dos dados foram a observação do campo da pesquisa, analise de documentos, questionário semiaberto e entrevista semiestruturada. Após a análise dos questionários, composto por vinte e cinco (25) questões foi aplicado aos 20 professores participantes da pesquisa. Foram ainda escolhidos quatro professores que foram entrevistados. Assim delineados: dois com experiência na docência a pessoas com deficiência e com formação na área da educação especial e dois com experiência na docência sem formação na área. Depois de tratados, a partir da Análise de Conteúdo, os dados evidenciaram que a maioria dos sujeitos é do sexo feminino, casado e efetivo na educação pública municipal; 95% do grupo tem formação inicial completa em nível superior (graduação/licenciatura); com relação à formação continuada em nível de Pós-Graduação lato senso, 50% cursaram ou cursam especialização; 15% dos docentes realizaram alguma formação em Educação Especial; os sujeitos compreendem que a educação inclusiva deve garantir acesso e permanência de todos os estudantes em sala de aula, independente de características de quaisquer ordens; 25% dos sujeitos demonstraram interesse pela formação para lecionar a alunos com deficiência; o contato com um aluno com deficiência em sala de aula pode levar a um processo de desenvolvimento profissional na busca por superar desafios, entre outros achados. Em suma, os sujeitos enfatizam de modo explícito necessidades formativas voltadas para o conhecimento de especificidades dos processos de ensino para pessoas com deficiência. Neste sentido a demanda é por um modelo de formação menos “informativo” e pautado no aspecto individual e prático. Os cenários da educação inclusiva, desvelados neste estudo, mostram professores que reconhecem necessidades formativas relativas à educação inclusiva, contudo revelam pouca clareza sobre o que, de fato, deve compor experiências formativas com estudantes com deficiência. Ficou claro que a despeito de concepções ainda é dentro de um modelo classificatório e clínico de deficiência que os professores querem ensinar estes alunos. Talvez o maior desafio seja colaborar para que os docentes tenham acesso a formações que ampliem sua competência para compreender os caminhos do ensinar e do aprender para todos os seus alunos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 4197701 - ERIKA DOS REIS GUSMAO ANDRADE
Interno - 1149418 - LUCIA DE ARAUJO RAMOS MARTINS
Presidente - 1756133 - RITA DE CASSIA BARBOSA PAIVA MAGALHAES
Externo à Instituição - TANIA VICENTE VIANA - UFC
Notícia cadastrada em: 17/01/2014 11:25
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