Banca de DEFESA: ANTOMAT AVELINO DE MACÊDO FILHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANTOMAT AVELINO DE MACÊDO FILHO
DATA: 19/02/2016
HORA: 08:00
LOCAL: Laboratório de Geologia e Geofísica do Petróleo (LGGP)/ UFRN
TÍTULO:

PETROLOGIA E GEOQUÍMICA DO MAGMATISMO EDIACARANO SERRA DO CARAMURU, RIO GRANDE DO NORTE, NE DO BRASIL


PALAVRAS-CHAVES:

Domínio Rio Piranhas-Seridó; plutonismo; petrografia; petrologia; geoquímica; mecanismo de colocação.


PÁGINAS: 138
GRANDE ÁREA: Ciências Exatas e da Terra
ÁREA: Geociências
RESUMO:

Os stocks Serra do Caramuru e Tapuio, localizados no extremo NE do Domínio Rio Piranhas-Seridó (RN), são representantes do magmatismo ediacarano a cambriano, uma feição magmática marcante da orogênese Brasiliana / Panafricana na Província Borborema. Estes corpos são análogos litológicos, intrusivos no embasamento gnáissico paleoproterozoico, estando separados por uma tênue faixa de ortognaisses miloníticos. As relações de campo mostram uma estratigrafia magmática iniciada pela fácies diorítica que coexiste com as fácies granítica porfirítica e granítica equigranular I e, em menor frequência, com a fácies granítica equigranular II. Estas rochas são cortadas por diques e sheets graníticos tardios NE-SW a NNE-SSW. A fácies diorítica (dioritos, quartzo dioritos, quartzo monzodioritos, tonalitos e granodioritos) é leucocrática a melanocrática, rica em biotita e anfibólio. As fácies graníticas são hololeucocráticas a leucocráticas, com biotita ± anfibólio. Dados petrográficos e geoquímicos (rocha total) provenientes em maior proporção do plutão Serra do Caramuru, sugerem o fracionamento de zircão, apatita, clinopiroxênio (em dioritos), opacos, titanita, biotita, hornblenda, allanita, plagioclásio, microclínio e granada (em diques). O comportamento dos elementos traços Zr, La e Yb indicam que dioritos não constituem o magma parental dos granitos. Por outro lado, as fácies graníticas são cogenéticas entre si, apresentando trends de diferenciação e espectros de elementos terras raras (ETR) análogos [12.3≤(La/Yb)N≤190.8; Eu/Eu*=0.37-0.68]. Relações de campo e padrão de ETR [6.96≤(La/Yb)N≤277.8; Eu/Eu*=0.18-0.58] demonstram que os diques e sheets graníticos não são cogeneticamente relacionados ao magmatismo Serra do Caramuru. A fácies diorítica é metaluminosa (A/CNK = 0.88-0.74), shoshonítica, ao passo que granitos são metaluminosos a peraluminosos (A/CNK = 1.08-0.93), cálcio-alcalinos de alto potássio. Diques e sheets são estritamente peraluminosos (A/CNK = 1.01-1.04). Diagramas bilogarítmicos relacionando elementos compatíveis e incompatíveis e microtexturas indicam a cristalização fracionada como o mecanismo dominante na evolução magmática das diversas fácies. Os stocks Serra do Caramuru e Tapuio mostram trama magmática bem preservada, ausência de minerais metamórficos e são estruturalmente isotrópicos, com relações de contato discordantes da trama dúctil do embasamento gnáissico. Estas observações conduzem a um estágio de relativa estabilidade tectônica, compatíveis com o período de relaxamento orogenético da cadeia Brasiliana / Panafricana. Os diagramas químicos discriminantes envolvendo óxidos e elementos traços indicam um ambiente tardio à pós-colisional. Neste contexto, o mecanismo de colocação que melhor explica o alojamento dos stocks seria a abertura de espaço em fraturas de Ridel tipo T, com vetor de estiramento orientado ENE-WSW. A idade U-Pb de 553 ± 10 Ma permite correlacionar o magmatismo Serra do Caramuru aos grupo de granitoides tardios a pós-colisionais, cálcio-alcalinos de alto potássio equigranulares, do extremo NE do Domínio Rio Piranhas-Seridó.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 350630 - ZORANO SERGIO DE SOUZA
Externo ao Programa - 2042352 - FREDERICO CASTRO JOBIM VILALVA
Externo à Instituição - CARLOS EDUARDO DE MESQUITA BARROS - UFPR
Notícia cadastrada em: 15/02/2016 11:05
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