Banca de DEFESA: ANTONIO LISBOA FERNANDES JÚNIOR

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANTONIO LISBOA FERNANDES JÚNIOR
DATA: 30/07/2014
HORA: 16:00
LOCAL: Auditório do Departamento de Geofísica - UFRN
TÍTULO:

INTERPRETAÇÃO DE IMAGENS DE GPR EM AMBIENTE CÁRSTICO GUIADA POR COMPARAÇÃO COM AFLORAMENTOS E I


PALAVRAS-CHAVES:

 

Palavras-chave: Carste; GPR; imagens de VANT; Formação Jandaíra; Bacia Potiguar; fratura; dissolução.

 

 

Keywords: Karst; GPR; UAV imagery; Jandaíra Formation; Potiguar basin; fracture; dissolution.


PÁGINAS: 68
GRANDE ÁREA: Ciências Exatas e da Terra
ÁREA: Geociências
RESUMO:

RESUMO

 

A crescente importância das rochas carbonáticas como aqüíferos, reservatórios de petróleo e sua ligação com  problemas relativos à ocupação urbana trazem a necessidade de se obter  imagens mais detalhadas de GPR em ambientes carsticos. Devido à natureza complexa das geometrias de dissolução e às limitações intrínsecas ao GPR, o objetivo do imageamento e interpretação de rochas carbonáticas carstificadas é notoriamente difícil. Um caminho viável a ser seguido consiste na comparação direta de imagens de GPR com rochas aflorantes similares. Apresentamos, aqui, um estudo conjunto que envolve o uso de equipamento GPR com uma antena de 200 MHz, imagens de veículo aéreo não tripulado (VANT) e a caracterização de afloramentos, visando uma melhor interpretação de estruturas sedimentares carstificadas e de fraturas a partir de imagens de radar. A área de estudo consiste em um afloramento de rocha carbonática de 500 m de largura e 1,000 m de comprimento pertencente à Formação Jandaíra na Bacia Potiguar, Brasil, onde feições de sedimentação, de fraturamento e de carstificação podem ser diretamente investigadas tanto vertical quanto horizontalmente. Mostramos que os elementos-chave para a  interpretação de imagens de GPR em rochas carbonáticas carstificadas são: (1) estruturas primárias sedimentares, que aparecem em radargramas como estratos inalterados, mas é preciso ter cuidado ao interpretar feições sedimentares primárias complexas, tais como aquelas associadas a bioturbação; (2)  dissoluções podem criar vazios ao longo camadas sub-horizontais que aparecem nos radargramas como zonas de  baixa amplitude relativamente longas ao longo de uma camada horizontal; (3) fraturas subverticais podem aparecer como descontinuidades consistentes nos estratos imageados, formando estruturas complexas, tais como flores negativas ao longo de falhas transcorrentes; e (4) dissoluções também podem criar espaços vazios ao longo de fraturas subverticais, aparecendo nos radargramas como zonas de baixa amplitude com dimensões verticais relativamente grandes, as quais são delimitadas por fraturas.

 

ABSTRACT

 

The increasing importance of carbonate rocks as aquifers, oil reservoirs, and for urban problems is demanding detailed GPR imaging of karst. Due to the complex nature of the geometry of the dissolution and the GPR intrinsic limitations, the goal of imaging and interpreting karstified carbonate rocks is notoriously difficult. One way forward is the direct comparison of GPR images with similar outcropping rocks. We present a joint study involving a 200 MHz GPR survey, unmanned aerial vehicle (UAV) imagery, and outcrop characterization to improve the interpretation of karstified sedimentary structures and fractures in GPR images. The study area is a 500 m wide and 1,000 m long carbonate outcrop of the Jandaíra Formation in Potiguar basin, Brazil, where sedimentary, fracture, and karst features can be directly investigated in both vertical and horizontal plan views. We show that the key elements to interpret GPR images of karstified carbonate rocks are: (1) primary sedimentary structures appear in radargrams as unaltered imaged strata but care must be taken to interpret complex primary sedimentary features, such as those associated with bioturbation; (2) dissolution may create voids along subhorizontal layers which appear in radargrams as amplitude shadow zones relatively long along the horizontal bedding; (3) subvertical fractures might appear as consistent discontinuities in the imaged strata, forming complex structures such as negative flowers along strike-slip faults; and (4) dissolution may also create voids along subvertical fractures, appearing in radargrams as amplitude shadow zones with relatively large vertical dimensions, which are bounded by fractures. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 349684 - WALTER EUGENIO DE MEDEIROS
Externo ao Programa - 1755591 - CARLOS CESAR NASCIMENTO DA SILVA
Externo à Instituição - CARLOS ALBERTO MENDONÇA - USP
Notícia cadastrada em: 09/07/2014 10:39
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