Banca de DEFESA: REGIVALDO SENA DA ROCHA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : REGIVALDO SENA DA ROCHA
DATA : 05/08/2016
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do Departamento de Geografia
TÍTULO:

A INSERÇÃO DAS GUIANAS NO PENSAMENTO ESTRATÉGICO BRASILEIRO: DO PERÍODO COLONIAL AO PRESENTE


PALAVRAS-CHAVES:

Geopolítica do Brasil, Guianas, Pensamento Estratégico Brasileiro


PÁGINAS: 116
RESUMO:

Para a concretização deste trabalho realizamos um levantamento bibliográfico de caráter histórico e geográfico acerca da inserção das Guianas no pensamento estratégico brasileiro. As leituras realizadas demonstraram que, apesar do pressuposto usualmente aceito de que os países da América do Sul se desenvolveram inteiramente de costas uns para os outros, o subcontinente já nasce unificado ainda no período colonial em termos de estratégias dos atores hegemônicos europeus. Mesmo o isolamento terrestre das Guianas não impediu que primeiro Portugal e depois o Império do Brasil considerassem a região como fundamental nos seus respectivos pensamentos estratégicos. Em verdade, o Brasil herda parte de suas raízes políticas e geopolíticas da estrutura do pensamento estratégico lusitano. O interesse lusitano e brasileiro nas Guianas era tanto em relação aos limites de fronteira para expansão territorial, quanto em relação à projeção de ameaças externas que a partir da região pudessem questionar a soberania portuguesa e brasileira sobre áreas maiores da Amazônia. Nesse percurso tentamos demonstrar que a região das Guianas estava precocemente inserida no contexto geopolítico Sul-Americano, mesmo estas nações sendo de matrizes colonizadoras distintas dos demais países do continente. Visamos esclarecer que a região das Guianas nunca foi um "vazio geopolítico", como demonstraram os diversos episódios de fixação das linhas de fronteira pelos portugueses, estes sabendo utilizar muito bem dos princípios do Utis Possidetis. No período republicano brasileiro ocorre também uma ampliação desse temor de ameaça à soberania enquanto uso dessa região como plataforma para operações cubanas que poderiam transformar o próprio Brasil numa zona de influência do bloco comunista. Na atualidade a IIRSA, a UNASUL e o CDS assumem um papel importante na retomada dos princípios estratégicos e geopolíticos historicamente pensados pelo Brasil para o continente Sul-Americano, fomentando projetos de infraestrutura e de melhoria das comunicações do Brasil com a região das Guianas, e nesta, entre seus vizinhos, integrando agora também por meios terrestres uma região que já nasceu integrada do ponto de vista estratégico.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - AUGUSTO WAGNER MENEZES TEIXEIRA JÚNIOR - UFPB
Presidente - 1291544 - EDU SILVESTRE DE ALBUQUERQUE
Externo ao Programa - 6350775 - HENRIQUE ALONSO DE ALBUQUERQUE RODRIGUES PEREIRA
Notícia cadastrada em: 25/07/2016 09:40
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