Banca de DEFESA: AURORA TATIANA SOARES DA ROCHA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : AURORA TATIANA SOARES DA ROCHA
DATA : 31/10/2022
HORA: 09:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:

Predição de sucesso na inserção do catéter central de inserção periférica em recém-nascidos.


PALAVRAS-CHAVES:

Recém-nascidos, Predição, Cateterismo Periférico, Cateterismo Venoso Central, Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.


PÁGINAS: 30
RESUMO:
Introdução: Recém-nascidos em estado crítico internados em Unidades de Terapia Intensiva Neonatais necessitam muitas vezes de terapia intravenosa prolongada para a recuperação da sua saúde e o catéter central de inserção periférica  é o mais indicado para a infusão segura dessas soluções. No entanto, a colocação deste catéter em recém-nascidos pode ser difícil, tornando-se um desafio para a equipe de enfermagem, predispondo o bebê a múltiplas punções periféricas, ao estresse e à dor. Um aspecto particularmente importante para esta população é a falta de dados sobre equações de predição para o sucesso na inserção desse dispositivo. Dessa forma, este estudo tem como objetivo desenvolver uma equação de predição para o sucesso na inserção do catéter central de inserção periférica em recém-nascidos. Métodos: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, realizado com os prontuários de recém-nascidos internados na unidade de terapia intensiva neonatal que fizeram uso do catéter central de inserção periférica entre o período de agosto de 2018 a julho de 2021, cuja amostra foi de 359 recém-nascidos. Foram excluídos os dados de recém-nascidos duplicados ou preenchidos de forma incompleta e/ou incorreta. Foi considerado sucesso na inserção do catéter quando a ponta deste estava inserida no terço inferior da veia cava superior a partir de uma extremidade superior e no terço superior da veia cava inferior a partir de uma extremidade inferior. Foram aplicados testes de associação binária e regressão logística. Variáveis com p<0.05 mantiveram-se no modelo final da regressão. Resultados: Foram incluídos 359 recém-nascidos entre 23 a 41 semanas (mediana de 31 semanas e 4 dias), 284 estavam em ventilação mecânica (invasiva ou não invasiva) e 70 evoluíram para o sucesso de inserção do PICC. Ser prematuro extremo, muito prematuro e prematuro reduziu a probabilidade de sucesso do PICC em média de 31,2% (IC95%: 25,5 a 38,1%), 21,4% (IC95%: 17,8 a 25,7%) e 16,7% (IC95%: 14,0 a 19,8%) respectivamente. Além disso, estar em ventilação invasiva e não invasiva reduziu a probabilidade de sucesso do PICC em média de 82,4% (IC95%: 72,3 a 93,9%) e 85,3% (IC95%: 75,0 a 97,1%), respectivamente. Já  o peso do recém-nascido acima de 1500 gramas e o acesso realizado na região superior do corpo favoreceram  o sucesso do PICC em 2,5 e 2,93 vezes, respectivamente. A classificação do peso, idade gestacional, local de inserção e estar ou não em ventilação mecânica foram variáveis mantidas na equação. A equação preditiva para sucesso do PICC encontrada foi: OR sucesso PICC = 0,178 x (classif. IG) x (região) x (sup. vent.) x (classif. peso). Conclusão: A classificação de idade gestacional e estar em ventilação mecânica reduzem a probabilidade de sucesso na introdução do PICC. Enquanto que o peso > 1500 gramas e inserir o catéter na região superior aumentam a chance de sucesso do PICC. A equação preditiva encontrada é uma ferramenta prática e reprodutível que pode reduzir o risco e as complicações relacionadas ao insucesso na inserção do catéter.

MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1803907 - SILVANA ALVES PEREIRA
Externa ao Programa - 1222022 - CECILIA OLIVIA PARAGUAI DE OLIVEIRA SARAIVA - UFRNExterna à Instituição - EDIENNE ROSANGELA SARMENTO DINIZ
Notícia cadastrada em: 27/10/2022 17:20
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