Banca de DEFESA: ADRIANA MARINA E SILVA PARENTE

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ADRIANA MARINA E SILVA PARENTE
DATA : 28/11/2017
HORA: 14:00
LOCAL: Sala SS1 - Departamento de Biologia Celular e Genética
TÍTULO:

Avaliação Estrutura e análise das atividades biológicas de peptídeos análogos da Stigmurina presente na peçonha do escorpião Tityus stigmurus


PALAVRAS-CHAVES:

Peptídeo antimicrobiano; Atividade antiparasitária; Atividade antiproliferativa; Dicroísmo circular.


PÁGINAS: 52
RESUMO:

Tityus stigmurus corresponde à espécie de escorpião predominante na região Nordeste do Brasil, sendo considerado um dos principais causadores de acidentes escorpiônicos. Na peçonha do T. stigmurus, que é composta de uma mistura complexa de moléculas de alta e baixa massa molecular, foi identificado e caracterizado um peptídeo antimicrobiano denominado Stigmurina (FFSLIPSLVGGLISAFK-NH2). Peptídeos antimicrobianos são pequenas moléculas consideradas a primeira linha de defesa contra micro-organismos, apresentando amplo espectro de ação antimicrobiana. A literatura reporta também a atividade desses peptídeos contra células cancerígenas. Sequências nativas de peptídeos bioativos como protótipo para a obtenção de novas moléculas têm sido utilizadas com o intuito de potencializar a sua atividade e reduzir a toxicidade. Nesse contexto, realizou-se a caracterização estrutural in silico e por dicroísmo circular, bem como a avaliação da atividade antimicrobiana, antiparasitária, antiproliferativa e hemolítica de dois peptídeos análogos obtidos a partir da Stigmurina, denominados StigA3 e StigA4. A análise da conformação tridimensional in silico do StigA3 e StigA4 demonstrou uma estrutura helicoidal, sendo este resultado confirmado por dicroísmo circular. O aumento da carga superficial e do momento hidrofóbico de ambos os peptídeos análogos quando comparado com a Stigmurina resultaram na potencialização da atividade antimicrobiana e antiparasitária. Os peptídeos StigA3 e StigA4 apresentaram ação antiproliferativa semelhante ao peptídeo nativo, com exceção para a célula normal, para qual os peptídeos análogos se mostraram menos tóxicos. Portanto, estes resultados indicam a potencial aplicação terapêutica destes peptídeos análogos, demonstrando a eficiência do desenho racional de fármacos para a obtenção de novos agentes antiproliferativos e anti-infecciosos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2275890 - MARCELO DE SOUSA DA SILVA
Presidente - 1544647 - MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
Externo à Instituição - PAULA IVANI MEDEIROS DOS SANTOS - IFRN
Notícia cadastrada em: 16/11/2017 08:28
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