Banca de DEFESA: HÉVILA DE FIGUEIREDO PIRES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : HÉVILA DE FIGUEIREDO PIRES
DATA : 23/09/2022
HORA: 09:00
LOCAL: DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA - AUDITÓRIO
TÍTULO:

RECORRÊNCIA DO AMELOBLASTOMA: ESTUDO DE PROGNÓSTICO


PALAVRAS-CHAVES:

Ameloblastoma; Recidiva; Prognóstico; Imunoistoquímica; Dano ao DNA; Reparo de Erro de Pareamento de DNA.


PÁGINAS: 75
RESUMO:

Introdução: O ameloblastoma (AMB) é uma neoplasia odontogênica benigna, que apresenta altas taxas de recorrência pós-operatória. Diversos estudos mostram a relação entre as características clínico-patológicas e as modalidades de tratamento na recorrência do AMB. Os mecanismos moleculares envolvidos com a etiopatogenia deste tumor são pouco conhecidos, e apesar de alterações no Sistema Mismatch (MMR) favorecerem o desenvolvimento de diferentes neoplasias humanas, a importância destes no desenvolvimento do ameloblastoma ainda permanece pouco compreendido. Objetivo: Identificar os fatores prognósticos associados à recorrência do ameloblastoma, bem como investigar o papel da imunoexpressão das proteínas hMLH1, hMSH2 e KI-67 na recidiva desses tumores odontogênicos. Metodologia: Tratou-se de um estudo descritivo, transversal e restrospectivo, com uma amostra constituída por 22 casos de ameloblastomas recidivantes e 22 casos não-recidivantes. A análise imunoistoquímica foi realizada de forma quantitativa, considerando a localização celular (nuclear) das proteínas estudadas. O teste de McNemar foi utilizado para comparar as variáveis entre lesões primárias e recorrentes de ameloblastoma. A sobrevida livre de recorrência foi analisada pelo método de Kaplan-Meier e as funções de sobrevida foram comparadas de acordo com as variáveis pelo teste log-rank. Resultados: A amostra total tinha a maioria do sexo feminino (n=24; 54,5%), com média de idade de acometimento de 39,1 ± 19,8 anos, sendo 45,5% (n=20) leucodermas. A região de mandíbula posterior foi a mais frequente no grupo recidivante (n=18, 81,8%) e também para os casos que não apresentaram recidivas (n=16, 72,8%). O tempo livre de recorrência foi de 50,0 (34,5 – 63,6) meses. Foram fatores significativamente associadas à recorrência dos AMBs: expansão da cortical óssea (p=0,0089), presença de reconstrução óssea (p= 0,018), tratamento conservador (p= 0,021), perda de imunoexpressão de hMSH2 (p= 0,006) e hMLH1 (p= 0,038) e forte imunoexpressão de KI-67 (p= 0,029). Conclusão: Conclui-se, baseados nos achados desta pesquisa, que aspecto radiográfico, modalidade do tratamento e imunoexpressão de proteínas do Sistema Mismatch e KI-67 são os fatores prognósticos mais significativos para a recorrências dos AMBs.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 350485 - HEBEL CAVALCANTI GALVAO
Externo à Instituição - MANUEL ANTONIO GORDON NUNEZ - UEPB
Interna - 350484 - ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
Notícia cadastrada em: 02/09/2022 11:09
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