Banca de DEFESA: GLEYSSON MATIAS DE ASSIS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GLEYSSON MATIAS DE ASSIS
DATA : 29/06/2021
HORA: 14:30
LOCAL: DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA (VIRTUAL)
TÍTULO:

AVALIAÇÃO CLÍNICA DO USO DE ANTIBIÓTICOS EM CIRURGIAS PARA INSTALAÇÃO DE IMPLANTES DENTÁRIOS: UM ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO, TRIPLO CEGO E CONTROLADO


PALAVRAS-CHAVES:

Palavras chave: ensaio clínico, implantes dentários, antibióticoprofilaxia, infecções.


PÁGINAS: 65
RESUMO:

Objetivo: Avaliar clinicamente por meio de um ensaio clínico controlado, randomizado e triplo cego 3 regimes de profilaxia antibiótica, em pacientes submetidos a instalação de implantes dentários de dois estágios, quanto a dor, infecção e perda de implantes. Materiais e métodos: Um total de 61 pacientes receberam 115 implantes dentários. A coleta dos dados foi realizada por um examinador calibrado e cego nos seguintes períodos de acompanhamento pós-operatório: T1 (7 dias), T2 (14 dias), T3 (30 dias) e T4 (120 dias). A randomização foi realizada por meio da função aleatório do Microsoft Excel® (2013), que dividiu os grupos de forma aleatória e os pacientes foram alocados de acordo com a lista gerada pelo programa. Os sujeitos da pesquisa foram divididos em 3 grupos: grupo 1 (G1) formado por pacientes 21 que não utilizaram profilaxia antibiótica, o grupo 2 (G2) formado por 20 pacientes que fizeram uso da profilaxia antibiótica pré-operatória com amoxicilina 1 g por via oral 1 hora antes do procedimento e o grupo 3 (G3), com 20 pacientes que utilizaram profilaxia antibiótica pré-operatória com amoxicilina 1g via oral 1 hora antes do procedimento e manutenção do antibiótico, sendo 500 mg de amoxicilina por 05 dias a cada 08 horas. A variável dor foi analisada utilizando-se de uma escala visual analógica- EVA e do número de analgésicos ingeridos.  A infecção foi considerada quando na presença de pús e fístula.  Além disso, no tempo T4 foi realizado a reabertura do implante para avaliação do sucesso da osseointegração primária, considerando ausência de mobilidade e dor quando da troca do parafuso de cobertura pelos cicatrizadores. A dor (EVA e número de analgésicos) foi analisada com o Kruskall Wallis e o pós-teste (Post hoc de Dunn). A infecção foi analisada com o teste Exato de Fisher e a falha, descritivamente. O nível de significância foi estabelecido em 5%, com intervalo de confiança de 95%. Resultados: A análise da dor pós-operatória evidenciou melhores resultados nos grupos que utilizaram antibiótico (G2 e G3) no acompanhamento T1 (7 dias), com os pacientes sentindo menos dor (Teste de Kruskall Wallis- p < 0,05). A avaliação entre os grupos G2 e G3 também evidenciou diferenças (Post hoc de Dunn- p < 0,05) com superioridade para G3. Nos demais períodos não houve diferenças significativas. A infecção esteve presente nos grupos G1 (2 casos) e G3 (2 casos), porém não houve diferença estatística entre os grupos (Teste Exato de Fisher- p > 0,05) com evolução para perda (falha) de dois implantes, um no grupo G1 e outro no grupo G3. Conclusões: Este estudo evidenciou melhores resultados quanto a dor, nos pacientes que utilizaram antibiótico profilático, mas não conseguiu demonstrar superioridade quanto a infecção e perda do implante quando comparado ao grupo sem uso de antibióticos. Dessa forma, baseado nos resultados do presente estudo, considerando um número máximo de 4 implantes por procedimento em área não enxertada, em pacientes saudáveis, sem procedimentos adicionais, o uso de antibióticos embora tenha melhorado a dor no pós operatório imediato, não demonstrou benefício em relação diminuir os índices de infecção e falha dos implantes. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2379951 - ADRIANO ROCHA GERMANO
Interno - 3318536 - JOSE SANDRO PEREIRA DA SILVA
Externo ao Programa - 1221550 - WAGNER RANIER MACIEL DANTAS
Externo à Instituição - FABIO ANDREY DA COSTA ARAUJO - UEPE
Externo à Instituição - RODRYGO NUNES TAVARES - UFC
Notícia cadastrada em: 15/06/2021 08:54
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