Banca de DEFESA: LEONARDO MAGALHÃES CARLAN

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LEONARDO MAGALHÃES CARLAN
DATA : 29/06/2021
HORA: 09:00
LOCAL: PLATAFORMA REMOTA - GOOGLE MEET
TÍTULO:

ASSOCIAÇÃO DA IMUNOEXPRESSÃO DAS PROTEÍNAS ECADERINA, SHH E GLI-1 COM PARÂMETROS CLINICOPATOLÓGICOS EM CARCINOMA EPIDERMOIDE DE LÍNGUA ORAL


PALAVRAS-CHAVES:

Carcinoma de Células Escamosas. Transição epitélio-mesenquimal. Fatores de Transcrição. Prognóstico.


PÁGINAS: 100
RESUMO:

O potencial de invasão do carcinoma epidermoide requer modificações fenotípicas nas células parenquimatosas de forma que essas adquiram capacidade de sobreviver e invadir o microambiente tumoral. Esse processo de modificação fenotípica é denominado de transição epitélio-mesenquimal (TEM), cujas células epiteliais perdem parte de suas características e adquirem outras inerentes às células mesenquimais, de forma controlada por diversos fatores de transcrição indutores destas alterações, conferindo além das habilidades citadas, características de célula tronco, de resistência ao tratamento antineoplásico e angiogênese. O objetivo do presente estudo foi investigar associações da expressão imunoistoquímica das proteínas E-caderina, Shh e Gli-1, sinalizadoras da TEM, com caraterísticas clinicopatológicas de carcinomas epidermoides de língua oral (CELO). A imunoexpressão dessas proteínas foi analisada em 42 casos de CELO, de forma semiquantitativa, nas células neoplásicas do front de invasão tumoral e nos brotamentos tumorais. Os CELOs foram classificados como de baixa e alta expressão proteíca. As gradações de Almangush et al. (2015) e de Boxberg et al. (2017) mostraram categorização semelhante para os casos de CELOs, todavia, a gradação de Almangush et al. (2015) apresentou melhor associação com os parâmetros clínicos, destacando o tamanho do tumor (p=0,013) e o desfecho de óbito (p<0,01). A análise imunoistoquímica revelou predomínio de baixa expressão membranar da E-caderina, apresentando associação significativa com o comprometimento linfonodal (p=0,042). A expressão do Shh foi bem variável e não mostrou associações significativas. A expressão do Gli-1 foi predominantemente alta, mostrando relações significativas com parâmetros clinicopatológicos, como comprometimento linfonodal (p=0,024), estágio clínico do tumor (p=0,016), profundidade de invasão (p=0,015), atividade de brotamentos tumorais (p=0,033), menor tamanho do ninho tumoral (p=0,020) e o grau de diferenciação (p=0,033), sendo estes quatro últimos associados com os brotamentos tumorais. A análise estatística evidenciou ausência de associações significativas entre as variáveis imunoistoquímicas e indicadores de prognóstico do CELO. Os resultados deste estudo indicam que os sistemas de gradação morfológica analisados mostraram-se eficazes na identificação de casos de CELOs mais agressivos, com maior destaque para o proposto por Almangush et al (2015) e, em relação aos achados imunoistoquímicos, os resultados sugerem que a menor expressão membranar da E-caderina e a alta expressão nuclear/citoplasmática de Gli-1 associaram-se ao parâmetro clínico de pior prognóstico, referente ao comprometimento nodal. Entretanto, não se observou associação da imunoexpressão das proteínas estudadas com a sobrevida dos pacientes.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 350485 - HEBEL CAVALCANTI GALVAO
Externa à Instituição - JUREMA FREIRE LISBOA DE CASTRO - UFPE
Presidente - 350484 - ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
Notícia cadastrada em: 14/06/2021 16:55
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