Banca de DEFESA: LOUZIANE KARINA TAVARES DE SOUSA TEIXEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LOUZIANE KARINA TAVARES DE SOUSA TEIXEIRA
DATA : 02/12/2021
HORA: 08:30
LOCAL: Remoto
TÍTULO:

ATUAÇÃO INTERPROFISSIONAL NA PREVENÇÃO DA PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA


PALAVRAS-CHAVES:

Respiração artificial. Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica. Infecção Hospitalar. Adulto. Unidades de Terapia Intensiva


PÁGINAS: 177
RESUMO:

A unidade de terapia intensiva é um setor destinado aos pacientes gravemente enfermos, onde o suporte ventilatório é realizado por meio de um aparelho denominado ventilador mecânico, que apesar de necessário, quando utilizado de forma invasiva pode desencadear alguns eventos adversos, dentre eles, a pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV). Destarte, a prevenção dessa infecção surge como um desafio para a garantia da qualidade da assistência nos serviços de saúde. Uma estratégia que tem sido adotada com sucesso para prevenção se refere à implementação de protocolos, construídos e aplicados de forma coletiva, interprofissional, que possam estimular a adesão dos profissionais às medidas recomendadas. A presente pesquisa teve como objetivos compreender como a atuação interprofissional pode se configurar como estratégia para prevenção da pneumonia associada à ventilação mecânica em uma unidade de terapia intensiva adulto e elaborar, junto aos profissionais da unidade de terapia intensiva, um protocolo de práticas seguras e interprofissionais para prevenção da pneumonia associada à ventilação mecânica. Trata-se de uma Pesquisa Convergente Assistencial, com abordagens quantitativa e qualitativa, realizada na unidade de terapia intensiva adulto de um hospital universitário, no período de abril a junho de 2021. Realizou-se a coleta de dados em 2 etapas:  a primeira correspondeu à aplicação de um questionário semiestruturado que teve a participação de 18 enfermeiros, 9 fisioterapeutas, 05 médicos e 23 técnicos de enfermagem e a segunda, à realização de grupos de convergência que contemplaram ações educativas abordando as temáticas mais relevantes apresentadas nos questionários. Os grupos de convergência possibilitaram momentos de discussão e troca de saberes entre 16 participantes, sendo 5 enfermeiros, 5 fisioterapeutas, 1 médico e 5 técnicos de enfermagem, que subsidiaram a construção coletiva do protocolo. Os dados quantitativos foram analisados segundo a estatística descritiva e apresentados em forma de tabelas, utilizando-se o Microsoft Excel 2017 e o software SPSS Statístics. Para os dados qualitativos, foi utilizado o software Atlas Ti versão 9.1, seguindo as etapas de apreensão, síntese e teorização. A primeira etapa da pesquisa buscou construir um diagnóstico sobre a prevenção da PAV na unidade, revelando o conhecimento e atuação dos profissionais. Com relação ao conhecimento das medidas preventivas da PAV, todos os médicos e fisioterapeutas disseram conhecer, seguido dos técnicos de enfermagem (95,7%) e enfermeiros (94,4%). A elevação da cabeceira 30-45° correspondeu à medida preventiva mais conhecida entre os profissionais, citada por (100%) dos médicos, (94,4%) dos enfermeiros e (65,2%) dos técnicos de enfermagem, seguida da higiene oral com antisséptico. Apenas os técnicos de enfermagem (21,7%) e fisioterapeutas (11,1%) incluíram a higiene das mãos como medida conhecida. Por outro lado, na atuação profissional, a higienização das mãos foi uma das medidas que os profissionais disseram realizar com maior frequência, (87,27%) destes a realizavam sempre e os outros (12,73%) quase sempre, assim como a elevação da cabeceira relatada por (100%) dos técnicos de enfermagem, (77,8%) dos fisioterapeutas, (55,6%) dos enfermeiros e (40%) dos médicos. A participação nas visitas multiprofissional foi com frequência realizada pelos médicos, (77,8%) dos fisioterapeutas disseram participar às vezes, sendo que (69,6%) dos enfermeiros e (50%) dos técnicos de enfermagem nunca participaram. No que se refere à aspiração de secreção, (60%) dos médicos, atribuíram ao fisioterapeuta e (40%) ao técnico de enfermagem, (5,6%) dos enfermeiros atribuíram a aspiração ao técnico de enfermagem, e (26%) desses profissionais atribuem a aspiração ao fisioterapeuta e enfermeiro. Os médicos e enfermeiros atribuíram a retirada de líquidos do circuito aos fisioterapeutas e técnicos de enfermagem. A troca de umidificadores e a monitorização da pressão do cuff foram relatadas pelos profissionais como de atribuição da fisioterapia, e esse profissional não atribuiu a nenhum outro. Enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas colocaram a retirada da sedação como atribuição dos médicos. Todos os fisioterapeutas relataram conhecer às práticas desenvolvidas pelos outros profissionais na prevenção da PAV, seguidos dos técnicos de enfermagem (73,9%), enfermeiros (61,1%) e médicos (60%). Dos profissionais participantes, (78,18%) já ouviram falar em trabalho interprofissional, a maioria deles (76,36%) o caracterizaram como sendo a atuação conjunta de profissionais em uma equipe, outros apontaram ser o fato da equipe possuir um objetivo em comum, e poucos se referiram aos profissionais possuírem competências diferentes. No tocante ao conhecimento dos profissionais sobre a utilização de protocolo como estratégia de prevenção da PAV, a maior parte relatou conhecer, sendo mais da metade dos fisioterapeutas (66,7%), (52,2%) dos técnicos de enfermagem, (40%) dos médicos e (38,9%) dos enfermeiros. Os resultados advindos dos questionários foram apresentados em formato de cartilha aos profissionais, para contribuir com as discussões nos grupos de convergência. A partir da análise dos relatos orais dos grupos de convergência foi possível a categorização dos dados, que revelou três categorias: Atuação e trabalho em equipe dos profissionais da unidade de terapia intensiva; Relevância assistencial e dificuldades de adesão ao protocolo de práticas e atuação profissional e Conteúdo do protocolo de prevenção da PAV. As discussões nos grupos possibilitaram o diálogo, a reflexão dos profissionais e a elaboração do protocolo com base na interprofissionalidade, voltado à realidade da unidade de terapia intensiva. Nesse contexto, os produtos da pesquisa visam, além de padronizar as ações preventivas da PAV na unidade de terapia intensiva adulto, efetivar a adesão dos profissionais às medidas de prevenção, repercutindo na redução das taxas de incidência da PAV.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 3149599 - ANA CRISTINA ARAUJO DE ANDRADE GALVAO
Externo à Instituição - DENISE MARIA GUERREIRO VIEIRA DA SILVA - UFSC
Presidente - 2568454 - ELISANGELA FRANCO DE OLIVEIRA CAVALCANTE
Notícia cadastrada em: 24/11/2021 17:41
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