Banca de DEFESA: LUIZ GUILHERME VIEIRA MEIRA DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUIZ GUILHERME VIEIRA MEIRA DE SOUZA
DATA : 29/11/2018
HORA: 14:30
LOCAL: Sala 414 do CTEC - UFRN
TÍTULO:

EFEITO DA HIBRIDIZAÇÃO DE UM COMPÓSITO COM MATRIZ DE RESINA POLIÉSTER E CARGA DE TECIDO DE FIBRA DE ALGODÃO COM UMA CARGA DE TECIDO DE FIBRA DE VIDRO TIPO E


PALAVRAS-CHAVES:

Estudo de caracterização; Material compósito híbrido; Matriz poliéster; Tecido de fibra de algodão; Tecido de fibra de vidro tipo E.


PÁGINAS: 115
RESUMO:

Nos últimos anos, a crescente procura por materiais renováveis, biodegradáveis e de baixo custo tem impulsionado o desenvolvimento e utilização de materiais compósitos compostos por matrizes poliméricas e cargas de fibras naturais. Vale ressaltar que a utilização desses materiais se dá principalmente em aplicações não-estruturais, uma vez que geralmente as fibras naturais desempenham a função de carga de enchimento. Para contrabalancear essa desvantagem, uma vertente que vem sendo muito buscada é a hibridização da carga desses materiais compósitos, misturando-se as fibras naturais com fibras sintéticas, como a fibra de vidro. Tendo isso em vista, essa pesquisa consistiu em avaliar o efeito da hibridização de um material compósito com matriz de resina poliéster e carga de tecido de fibra de algodão com uma carga de tecido de fibra de vidro tipo E. Foram selecionadas três configurações para o material compósito proposto, com 4, 5 e 6 camadas de tecido de fibra de algodão e com 5, 6 e 7 camadas de tecido de fibra de vidro, e foi realizado um estudo de caracterização para avaliar algumas de suas propriedades físicas, mecânicas, térmicas e de interação ambiental. Além disso, os corpos de prova que foram submetidos ao ensaio de tração foram analisados por microscopia eletrônica de varredura, para possibilitar uma identificação dos mecanismos de falha e de possíveis defeitos presentes nos compósitos. Alguns dos resultados foram comparados com os de um material compósito não híbrido de mesma matriz, mas com carga de tecido de fibra de algodão apenas, desenvolvido em outra pesquisa. O compósito híbrido apresentou maior resistência mecânica do que o compósito não híbrido, o que atestou a eficiência do processo de hibridização em suprir a deficiência mecânica das fibras naturais. Dentre as configurações estudadas, a que mais se destacou foi a que continha maior quantidade de camadas de tecidos, por conferir maiores resistências mecânica à matriz, principalmente a resistência ao impacto, a qual foi aumentada em mais de cinco vezes. O ensaio de microscopia eletrônica de varredura evidenciou uma baixa impregnação do tecido de fibra de vidro, além de fissuras, vazios, impurezas e arrancamentos de fibras, o que provavelmente comprometeu a resistência mecânica do compósito, que poderia ter sido maior. Apesar disso, os resultados encontrados demonstraram que o compósito estudado é uma interessante opção como material para engenharia, uma vez que ele possibilita a redução dos impactos ambientais e apresenta boas propriedades físicas, mecânicas, térmicas e de interação ambiental.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - FERNANDA ALVES RIBEIRO - UFERSA
Externo ao Programa - 1150673 - IRIS OLIVEIRA DA SILVA
Externo à Instituição - JOSE UBIRAGI DE LIMA MENDES - UFRN
Externo à Instituição - NATANAEYFLE RANDEMBERG GOMES DOS SANTOS - NENHUMA
Externo à Instituição - SYNARA LUCIEN DE LIMA CAVALCANTI - NENHUMA
Notícia cadastrada em: 19/11/2018 16:47
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