Banca de QUALIFICAÇÃO: LUCIANI PAOLA ROCHA CRUZ

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUCIANI PAOLA ROCHA CRUZ
DATA : 17/07/2017
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do Centro de Tecnologia - CT/UFRN
TÍTULO:

EFEITO DA PRESENÇA DO CORANTE ÍNDIGO NA OBTENÇÃO DE CELULOSE NANOCRISTALINA POR HIDRÓLISE ÁCIDA E ENZIMÁTICA DO TECIDO DE ALGODÃO


PALAVRAS-CHAVES:

Nanocristais de celulose, corante índigo, tecido de algodão, hidrólise ácida, hidrólise enzimática.


PÁGINAS: 101
RESUMO:

Nanocristais de celulose são nanomateriais derivados da celulose, que é um recurso renovável e abundante na natureza. Por apresentarem uma combinação de propriedades como alta resistência mecânica, rigidez, superfície reativa e biodegradabilidade, esses materiais têm recebido grande interesse para aplicações que incluem desde reforço em materiais poliméricos, embalagens alimentares, a aplicações na área farmacêutica. A produção de celulose nanométrica a partir de fibras de algodão tem sido relatada em vários trabalhos publicados na literatura. Nesta pesquisa, a produção de celulose nanocristalina é estudada a partir de tecido de fibra de algodão tinto com corante índigo. O objetivo do trabalho foi avaliar o efeito da presença do corante na obtenção de celulose nanocristalina a partir do tecido de fibra de algodão, pelas vias de hidrólise ácida e enzimática. Na hidrólise ácida, foram avaliados o efeito da concentração de ácido sulfúrico (55% m/m e 65% m/m), temperatura (45°C e 60°C) e tempo (30 e 60 min) no isolamento de nanocristais de celulose. Na hidrólise enzimática foram estudados a influência do tipo de enzima (Trichoderma reesei ATCC 26921 e Aspergillus fumigatus), o tempo (0 a 48h) e a carga enzimática (7,5 e 12 FPU). Os nanocristais celulósicos foram caracterizados pelas técnicas de potencial zeta, microscopia de força atômica, microscopia eletrônica de transmissão, espectrofotometria de infravermelho, difração de Raio X, análise termogravimétrica, açúcares redutores totais e cromatografia líquida de alto desempenho. Os resultados comprovaram a obtenção de celulose nanocristalina a partir do tecido de algodão tingidos com corante índigo, tanto no processo via hidrólise ácida, como no de via enzimática. As imagens de microscopia indicaram nanocristais de celulose com formato acircular a partir da hidrólise ácida. No caso da hidrólise enzimática, as imagens mostraram a presença de celulose nanocristalina com formato esférico. Os resultados obtidos sugerem que na hidrólise ácida a presença do corante reduziu o fator de forma dos nanocristais, a estabilidade das suspensões e o índice de cristalinidade em relação a nanocristais obtidos a partir de fibras pré-tratadas para remoção do corante. As condições de hidrólise ácida com concentração de 65% de ácido e tempo de 60 min resultaram em nanocristais com menor comprimento e diâmetro, tanto para o tecido com corante índigo como para o pré-tratado. Com relação a hidrólise enzimática, a presença do corante não alterou significativamente as características da celulose micro e nanocristalina em relação as obtidas no tecido pré-tratado. Os resultados do processo de hidrólise enzimática por cromatografia indicam que as melhores conversões de celulose em glicose ocorreram utilizando o complexo enzimático Trichoderma reesei ATCC 26921 com carga de enzima de 12 FPU e tempo de hidrólise de 48h. Em resumo, este estudo demonstrou que nanocristais de celulose e celulose nanocristalina podem ser obtidos a partir do tecido de algodão tingidos com corante índigo, sem a necessidade de remoção prévia do corante, e os efeitos da presença do corante índigo nas características dos nanomateriais dependem do processo de hidrólise utilizado.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1202134 - JOSE DANIEL DINIZ MELO
Externo ao Programa - 2042234 - ANA PAULA CYSNE BARBOSA
Externo ao Programa - 1346198 - EVERALDO SILVINO DOS SANTOS
Externo ao Programa - 2941160 - JOSE HERIBERTO OLIVEIRA DO NASCIMENTO
Notícia cadastrada em: 07/07/2017 16:27
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