Banca de QUALIFICAÇÃO: TALIS LINCOLN FONSECA BARBALHO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: TALIS LINCOLN FONSECA BARBALHO
DATA: 15/08/2012
HORA: 09:00
LOCAL: ECT
TÍTULO:

Desenvolvimento de um sistema para teste de emissões acústicas


PALAVRAS-CHAVES:

emissões otoacústica, processamente de sinais, redes neurais, teste da orelhinha, telemedicina


PÁGINAS: 75
GRANDE ÁREA: Engenharias
ÁREA: Engenharia Biomédica
RESUMO:

Acreditava-se que a orelha era um org„o passivo, recebendo o sinal
sonoro e o transformando em impulsos nervosos, para ent„o serem enviados ao
cÈrebro. Entretanto, David T. Kemp, descobriu em 1977, atravÈs de um microfone
amplificador, que existiam tons e ecos sendo emitidos de dentro da orelha,
esses sons foram ent„o chamados de emissıes otoac˙sticas. Com o passar dos anos
e avanÁo tecnÛlogico, mais estudos puderam ser feitos com esses sinais e foi
indentificado que a presenÁa dos mesmos estavam diretamente ligados a nossa
sa˙de auditiva, enquanto que a ausÍncia dos sinais sÛ acontecem em orelhas com
algum problema.

AtravÈs de estudos, foi identifcado tambÈm que a audiÁ„o È um sentido muito
importante para o desenvolvimento de uma crianÁa, principalmente de uma recÈm
nascidos, pois ainda enquanto na barriga da m„e, apÛs o quinto mÍs de gestaÁ„o,
os bebÍs j· tornam-se capazes de ouvir o som da voz de sua m„e, dando inicio ao
desenvolvimento da linguagem. Diante dessas informaÁıes, foi ent„o criado, o
Teste da Orelhinha, ou Triagem Auditiva Neonatal, que analisa os sinais vindos
da cÛclea, localizada na orelha interna, atravÈs do tÌmpano, como processo de
transformaÁ„o dos sinais sonoros em impulsos elÈtricos, que s„o ent„o enviados
para o cÈrebro. O ideal È que o exame possa ser realizado logo nos primeiros
dias de vida da crianÁa, ou atÈ no m·ximo os 6 meses de vida, pois determinados
problemas se n„o forem estimulados pode causar danos neurolÛgicos permanentes
nessa ·rea. Devido a import‚ncia do exame na prevenÁ„o de doenÁas auditivas,
este exame tornou-se obrigatÛrio, em todo territÛrio nacional, em 2010, atravÈs
da Lei 12.303/10.

O fato dos sinais que s„o emitidos pela cÛclea serem sinais com uma energia
t„o baixa que n„o somos capazes de perceber sem o auxÌlio de algum aparelho e o
fato dos mesmos serem localizados dentro do ouvido, faz com que seja necess·rio
um microfone muito pequeno e extremamente sensÌvel. A sensibilidade do microfone
causa um outro problema que È a adiÁ„o de ruÌdos externos ao sinal que queremos
analisar. Isso s„o fatores importantes no desenvolvimento do hardware para fazer
o teste e, por isso, n„o s„o muitas empresas que fabricam este tipo de
dispositivo no mundo. Depois que a Lei foi aprovada no Brasil, foi necess·rio a
compra de muitos equipamentos para tornar possÌvel a realizaÁ„o do exame nas
grandes maternidades p˙blicas do paÌs, mas o aparelho custa por volta de R\$
20,000.00 ‡ R\$ 30,000.00 reais. AlÈm do alto valor, depois do equipamento ser
importado, existe tambÈm o custo e o tempo que leva para obter alguma
assistÍncia especializada, quando eventuais problemas acontecem com o aparelho.
Algumas regiıes do estado so dispıem de um ˙nico equipamento e, quando este dar
problema, passa-se, na maioria das vezes, mais de meses sem poder realizar o
exame.

Diante de tudo o que foi dito, este trabalho apresenta uma alternativa uma
soluÁ„o econÙmica para a realizaÁ„o do Teste da Orelhinha. A ideia È realizar o
teste fazendo uso de um microfone acoplado a um celular, para realizar aquisiÁ„o
dos sinais. ApÛs a aquisiÁ„o, o sinal È enviado para um servidor, atravÈs do uso
da rede de dados dos celulares, ou ate mesmo a \textit{wi-fi}. Esses dados ent„o
poder„o ser analisados por um fonoadiÛlogo que teria acesso a essas informaÁıes.
O fato do teste ser realizado atravÈs de um aparelho celular reduz
consideravalmente o valor do produto, alÈm disso, o exame poder· ser realizado
em cidades que n„o possuem o aparelho e o bebÍ sÛ seria encaminhado para o
tratamento em um grande centro, caso ele tenha algum problema, funcionando como
uma triagem. AlÈm disso, n„o seria necess·rio ter um fonoadiÛlogo em cada
cidade, precisando apenas um agente de sa˙de para realizaÁ„o do exame.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1525151 - ANA MARIA GUIMARAES GUERREIRO
Interno - 1543191 - LUIZ FELIPE DE QUEIROZ SILVEIRA
Externo ao Programa - 2613423 - HELIANA BEZERRA SOARES
Notícia cadastrada em: 01/08/2012 15:02
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