Banca de QUALIFICAÇÃO: EUGENIO MARIANO FONSECA DE MEDEIROS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: EUGENIO MARIANO FONSECA DE MEDEIROS
DATA: 13/05/2013
HORA: 16:00
LOCAL: Mini auditório do PPGAU/UFRN
TÍTULO:

As parcas do/no parque: a relação pessoa - ambiente natural (RPAn) em um parque urbano sob a ótica do cinema de Hollywood da segunda metade do século XX

 


PALAVRAS-CHAVES:

PALAVRAS-CHAVE: relações ‘pessoa-ambiente natural’; parque urbano; memória afetiva do lugar; meio-ambiente urbano; paisagismo; cinema.


PÁGINAS: 98
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Arquitetura e Urbanismo
RESUMO:

RESUMO:

Esse projeto de tese, relaciona-se à modificação das relações pessoa-ambiente natural (RPAn) na cidade contemporânea, focando (especificamente) o parque urbano. Partindo do pressuposto que as grandes polêmicas ambientais contemporâneas revelam uma perceptível degradação da RPAn - particularmente no tocante à noção de pertinência a uma ordem maior e às distorções no que se chama de qualidade de vida – decidi investigar como o cinema retrata as mudanças nessa relação. Parti da constatação de que, a despeito dos esforços isolados e/ou ações conjuntas de pequenos grupos que persistem na criação/consolidação do chamado “homem-ambiental” (ITTELSON et al, 1974), os problemas humano-ambientais (POL, 1992) não só persistem, como também aumentaram. É possível que parte da problemática suscitada por estas distorções tenha ligação com a política econômica contemporânea e as ações antrópicas sobre a estabilidade geral do meio ambiente no planeta e seus reflexos na saúde humana como um todo. No entanto, talvez o problema maior seja o universo ideológico das novas gerações, que mostram crescente tendência a apatia/indiferença ao meio ambiente natural da cidade (intra ou extramuros), tornando a RPAn uma ação cada vez mais distanciada, quando não virtual. Em resposta aos efeitos adversos dessas relações, surgem teorias como a de Kaplan (1998) que indicam a importância do contato humano-natureza para restauração de seu equilíbrio físico e psíquico. Tema, aliás, recorrente desde a década de 1880, quando Frederick Olmstead questionava a necessidade de suprir o habitante da cidade com lugares para repouso da jornada de trabalho, particularmente através do contato propiciado pela natureza nos emergentes parques urbanos. Baseado em princípio semelhante, o paisagismo contemporâneo também não tem conseguido a adesão e participação maciça desejada, apesar da retomada dessa perspectiva através de obras representativas do novo paradigma paisagístico como as de Burle Marx, Rosa Klias ou Latz (WEILACHER, 2008). Na busca das origens dessa problemática os autores apontam a perda da memória afetiva dos lugares, relacionando-a, entre outras, à dinâmica migratória das populações urbanas (mobilidade urbana), ao imediatismo/consumismo, e à influência da comunicação de massas (cinema, TV, Internet, etc.) que - intencionalmente ou não - dissemina programas de (des)educação ambiental. Algo é patente: a partir dos anos 80 do século XX, as novas tecnologias e políticas urbanas estão substituindo os espaços sociais da cidade pelos espaços comunitários das cidades-espetáculo, enclausurando e submergindo populações inteiras em ambientes deliberadamente irreais e particularmente feéricos, onde a natureza verdadeira (natura naturans), apresentada como virtual ou plastificada, jamais degrada ou perece. Esse modelo termina por se refletir na relação patológica das pessoas com o próprio corpo, como metáfora do novo espaço comunitário urbano: imperecível e incorruptível. Por sua vez, a natureza relegada à categoria de mera provedora de matéria-prima torna-se cada vez mais despojada de sentido e significados, apesar das denúncias e protestos contemporâneos, tanto nas artes quanto nas ciências. Com base nesse entendimento, esta tese tem por objetivo analisar as mudanças da relação pessoa-ambiente natural (RPAn) na cidade contemporânea, focando especialmente aqueles locais onde é esperado que a natureza se mostre mais presente: os parques urbanos. Dentre os grandes parques urbanos, o Central Park de Nova Iorque (CPNYC) foi tomado como estudo de caso, devido tanto ao seu papel icônico mundial quanto ao fato de ter sido criado por Olmstead cujas ideais exerceram grande influência na formulação da Teoria do Ambiente Restaurador dos Kaplan. Considerando a importância da comunicação de massas na formação e divulgação do ideário e ética contemporâneos, optei pelo cinema como fonte de informação, escolhendo a produção hollywoodiana, devido sua grande penetração/divulgação universal. Para fundamentar a pesquisa, o estado da arte procurou indicações em três direções principais: Psicologia Ambiental (problematização da relação ‘pessoa-ambiente natural’), Cinema (especialmente aquele voltado à visão do parque urbano e a natureza na cidade) e Paisagismo Urbano (sobretudo as questões que envolvem mobilidade, sprawling/crowding e elementos naturais). Como método, optei pela análise fílmica com valorização das categorias ligadas a espaços, usos e percepções. Nesse texto de qualificação apresento o projeto de pesquisa e o pré-teste do método, com os primeiros 11 filmes analisados.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANA RITA DE SÁ CARNEIRO RIBEIRO - UFPE
Presidente - 1149643 - GLEICE VIRGINIA MEDEIROS DE AZAMBUJA ELALI
Externo ao Programa - 347107 - JOSE DE QUEIROZ PINHEIRO
Externo ao Programa - 1149572 - LISABETE CORADINI
Interno - 1051958 - SONIA MARIA DE BARROS MARQUES
Notícia cadastrada em: 25/04/2013 09:34
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