Banca de QUALIFICAÇÃO: RUANA RAILA DE FREITAS ARAUJO ALMEIDA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RUANA RAILA DE FREITAS ARAUJO ALMEIDA
DATA : 30/08/2018
HORA: 14:30
LOCAL: Sala de Seminários do DEST
TÍTULO:

Um tema esquecido: O contexto estrutural da fecundidade no Nordeste brasileiro 


PALAVRAS-CHAVES:

Desenvolvimento Rural; Fecundidade; Nordeste


PÁGINAS: 41
RESUMO:

A urbanização tem sido o principal vetor das transformações sociais e econômicas estando negativamente associada aos níveis de fecundidade. Contudo, quando observado os declínios em níveis absolutos da fecundidade nas zonas urbana e rural para o período entre 1970 e 2010, a fecundidade no meio rural apresenta uma redução de 6 filhos por mulher, enquanto que a fecundidade no meio urbano sofre um decréscimo de 5 filhos por mulher. Nessa perspectiva, observa-se um declínio mais elevado, em termos absolutos, no número de filhos por mulher nas áreas rurais do que nas áreas urbanas para o mesmo período. Sendo assim, o processo de urbanização representa uma síntese de diversas outras transformações sociais que contribuíram para a queda da fecundidade. Associado a isso, as transformações estruturais ocorridas no meio rural fizeram com que sua população mudasse seu comportamento e isso afetou a fecundidade das mulheres rurais. Partindo da população rural, a presente pesquisa tem como principal objetivo caracterizar o contexto rural a partir dos diferentes graus de desenvolvimento por estado e região Nordeste tencionando descrever como cada grau de desenvolvimento rural afetou o comportamento reprodutivo das mulheres e, por consequência, sua fecundidade entre o período de 1980 e 2010. Para tanto, diante da modernização da agricultura e dos conceitos baseados no Novo Mundo Rural, a presente pesquisa fará uso de um método empírico para operacionalizar os diferentes graus de desenvolvimento do meio rural por estados da região Nordeste. Com isso, surgirá o Índice de Desenvolvimento Rural (IDR), criado originalmente pela OCDE para classificar os diferentes contextos de desenvolvimento rural existentes entre seus países-membros a partir de índices parciais contendo informações sobre população e migração, bem-estar social, economia e questões ambientais. Contudo, para se atingir o objetivo do presente estudo, as variáveis que abarcarão o IDR serão adaptadas, dado que o IDR original foi produzido baseado em contextos de países desenvolvidos sendo necessárias, portanto, as devidas adaptações como sugere a literatura. A principal fonte de dados, tanto para construção do IDR, quanto para informações sobre fecundidade, será o Censo Demográfico dos anos de 1980, 1991, 2000 e 2010. Assim, após a operacionalização do IDR, será possível analisar, de forma longitudinal, como a Taxa de Fecundidade Total reage em diferentes contextos de desenvolvimento rural. Visto que, tal população representa, segundo dados do Censo 2010, 27% do total da população nordestina, sendo então a região que apresenta maior proporção rural quando comparada as outras regiões do Brasil. Por isso, faz-se necessário um estudo cujo foco seja a contextualização do ambiente em que essa população está inserida, levando-se em consideração toda diversidade ora ignorada por alguns autores ao não considerar as diversidades sociais, econômicas e demográficas existentes no meio rural.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ADRIANA DE MIRANDA RIBEIRO - MEC
Presidente - 1016026 - JOSE VILTON COSTA
Interno - 1688188 - MOISES ALBERTO CALLE AGUIRRE
Interno - 1880578 - RICARDO OJIMA
Notícia cadastrada em: 22/08/2018 17:10
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