Banca de DEFESA: FELIPE HENRIQUE DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FELIPE HENRIQUE DE SOUZA
DATA: 31/10/2014
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 5 Anexo do CCET - UFRN
TÍTULO:

PADRÃO DA MORTALIDADE BRASILEIRA: ESTIMATIVAS A PARTIR DO NÍVEL MUNICIPAL


PALAVRAS-CHAVES:

Padrão e nível da mortalidade, correção de sub-registro, mortalidade municipal.


PÁGINAS: 94
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Demografia
RESUMO:

Conhecer o nível e o padrão da mortalidade é importante para entender a dinâmica demográfica, bem como para planejar políticas públicas voltadas para a saúde e o bem estar da população. Umas das formas de obter informações sobre mortalidade é o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), importante sistema de armazenamento de informações sobre óbitos no Brasil. Nos últimos anos o SIM vem tendo avanços com relação à qualidade das informações fornecidas, porém seus dados ainda não tem a cobertura necessária para a utilização direta das informações. A melhoria desse sistema é fundamental para que se tenham estimativas confiáveis de nível e padrão da mortalidade, segundo os mais variados níveis de agregação geográfica. Diante dessa importância, esse trabalho propõe duas abordagens para a correção de sub-registro. A primeira, que será aplicada a mortalidade jovem e adulta, combina o método de Gerações extintas ajustado, proposto por Hill, You e Choi (2009) com o estimador bayesiano empírico proposto por James Stein (Marshall, 1991). As estimativas do fator de correção para a mortalidade adulta em todas as mesorregiões brasileiras foi estimada pelo método de gerações extintas por Freire et al (2013). Com os dados de óbitos corrigidos nas áreas maiores (mesorregiões), estima-se o grau de cobertura de óbitos municipais através de padronização direta, obtendo os óbitos esperados em cada município a partir do risco de mortalidade da mesorregião. O estimador bayesiano empírico (BE), então, é utilizado para suavizar efeitos de flutuações aleatórias nesse grau de cobertura municipal, obtendo-se um fator de ajuste que corrige sub-registros eventuais e minimiza a variabilidade inerente a estimadores aplicados em pequenas áreas. Na segunda abordagem metodológica para a correção do sub-registro, foi utilizada a análise de regressão múltipla, com a finalidade de estimar as probabilidades da mortalidade infanto-juvenil (até 14 anos). Os modelos têm como objetivo estimar a mortalidade infanto-juvenil dos municípios brasileiros, foram ajustados três modelos para cada faixa etária tendo como base as grandes regiões administrativas do Brasil. Foi ajustado um modelo para os municípios das regiões Norte e Nordeste, um para os do Sul e Sudeste e outro para os do Centro-Oeste. No ajuste dos modelos foram utilizadas as curvas de mortalidade dos países que tem dados disponíveis Human Mortality Database (HMD), sendo selecionadas para cada modelo aquelas que apresentem comportamento semelhante às regiões. Com os modelos já ajustados, as probabilidades de morte corrigidas dos grupos etários jovens e adultos (a partir de 15 anos) foram utilizadas como variáveis explicativas para predizer as probabilidades da mortalidade infanto-juvenil (variáveis respostas), para todos os municípios brasileiros. Na busca de estimativas do nível e do padrão da mortalidade dos municípios brasileiros, estas metodologias foram aplicadas a todos os municípios brasileiros, para o ano de 2010, por faixa etária e sexo. O padrão espacial encontrado para a qualidade dos registros de óbitos, mostra que as regiões Sul e Sudeste têm os dados de mortalidade de melhor qualidade no país, enquanto que o Norte e o Nordeste têm as menores coberturas dos registros de óbitos. Independente do sexo, as probabilidades de morte infanto-juvenil mostram são mais altas ocorrem nos municípios das regiões Norte e Nordeste, enquanto que na probabilidade de morte jovem e adulta (15 a 60 anos) os municípios com maior probabilidade são os das regiões Sul e Sudeste.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - BERNARDO LANZA QUEIROZ - UFMG
Externo à Instituição - EVERTON EMANUEL CAMPOS DE LIMA - UNICAMP
Presidente - 1346605 - FLAVIO HENRIQUE MIRANDA DE ARAUJO FREIRE
Interno - 2002253 - MARCOS ROBERTO GONZAGA
Notícia cadastrada em: 21/10/2014 11:52
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