Banca de DEFESA: ERINALDO DA SILVA SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ERINALDO DA SILVA SANTOS
DATA : 25/07/2017
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório E - CCHLA
TÍTULO:

“MEU CORPO, MINHAS REGRAS”: CONSTRUÇÕES IDENTITÁRIAS EM PANFLETOS DA MARCHA DAS VADIAS


PALAVRAS-CHAVES:

Linguagem. Práticas discursivas. Cultura. Identidades de gênero. Marcha das Vadias.


PÁGINAS: 145
RESUMO:

 

O objetivo deste estudo é investigar identidades das mulheres construídas a partir de embates dialógicos em panfletos de divulgação da Marchas das Vadias, movimento feminista que surgiu no ano de 2011, em Toronto, no Canadá, e que tem ganhado destaque mundial no combate a atos de violência praticados contra as mulheres. Na tentativa de combater o machismo, esse movimento busca desconstruir discursos que responsabilizam as mulheres pela violência a que são submetidas e, simultaneamente, constrói novos sentidos acerca das identidades femininas. No intuito de alcançar o objetivo dessa pesquisa, investigamos os posicionamentos valorativos presentes em 10 panfletos de divulgação da Marcha das Vadias, para a partir dos recursos linguístico-discursivos e semióticos utilizados, identificar que identidades das mulheres são construídas. Para tanto, a pesquisa ora apresentada insere-se no campo dos estudos em Linguística Aplicada, estando ancorada em uma concepção sócio-histórica da linguagem, entendendo-a como uma prática discursiva constitutiva e constituinte da vida social (BAKHTIN, 2013, 2015; BAKHTIN/VOLOSHINOV, 2010). Ademais, estabelecemos interconexões com estudos sobre identidades de gênero (BUTLER, 2013; LOURO, 2010, 2015; MOITA LOPES, 2002, 2003) e com os Estudos Culturais (HALL, 2014; WOODWARD, 2014), por estes entenderem as identidades como construções históricas, híbridas e descentradas, que são forjadas pelos sujeitos nas práticas sociais. Orientada por esses quadros teórico-metodológicos, a análise dos discursos revelou posicionamentos valorativos que constroem identidades de uma mulher livre, crítica, participativa, que problematiza a violência e questiona estereótipos de gênero ao se apoderar do próprio corpo. Constatou-se, ainda, que essas identidades buscam desconstruir discursos que responsabilizam as mulheres pelas violências de que são vítimas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1168633 - MARILIA VARELLA BEZERRA DE FARIA
Interno - 1149420 - MARIA DA PENHA CASADO ALVES
Externo à Instituição - ISMAR INACIO DOS SANTOS FILHO - UFAL
Notícia cadastrada em: 10/07/2017 09:49
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