Seminários em Neurociência 2011.2

Quarta-feira 16/11/2011 10:50h Sala 3 – Escola de Ciência e Tecnologia
 
A eficácia da estimulação magnética trascraniana no acidente vascular encefálico, a avaliação da habilidade motora da mão sadia do hemiplégico e sua relação com o limiar motor cortical
Profa. Doralúcia Pedrosa de Araujo (Depto. de Fisioterapia, Universidade Estadual da Paraíba)
 
O acidente vascular encefálico (AVE) constitui uma das principais entidades mórbidas no homem moderno. A hemiplegia é uma seqüela decorrente do AVE, que consiste em alterações sensitivo-motoras de todo um dimídio corporal contralateral ao hemisfério cerebral acometido. De gravidade variável, inicialmente apresenta uma fase flácida que evolui posteriormente para a espasticidade. Desrosiers e colaboradores constataram uma redução da performance do membro superior (MS) sadio de pacientes com AVE e com idade avançada, comparados com sujeitos saudáveis da mesma faixa etária. Não obstante pesquisas anteriores sugerirem ausência de diminuição da força do MS sadio quando comparada com sujeitos saudáveis. Esses autores também observaram que durante o período de reabilitação ativa, as intervenções de reabilitação enfatizavam o estímulo à recuperação da função motora do lado plégico/parético, enquanto que o lado contralateral frequentemente era considerado um ponto de referência, assumindo-se que o mesmo não possuía nenhum déficit.
 
A princípio a EMT é uma forma de estimulação elétrica não-invasiva, sem eletrodos (por indução eletromagnética). Os efeitos obtidos com o uso repetitivo da EMT não são devidos ao campo magnético, mas sim ao campo elétrico que provoca uma despolarização do neurônio. Assim, os efeitos da EMTr não são limitados à área cortical estimulada, pois uma série de circuitos e conexões cerebrais se encarregam de levá-lo a áreas cerebrais distantes. Segundo Pascual-Leone, a EMTr pode ser aplicada em diferentes paradigmas para o estudo de vários aspectos da excitabilidade cortical, os quais avaliam diferentes aspectos do sistema neurotransmissor. Em adição, esses autores relatam que a EMTr parece ter efeitos na excitabilidade cortical, que variam segundo a freqüência, intensidade, duração e série de pulsos Não obstante a variabilidade inter-individual da modulação da excitabilidade cortical por EMTr esta ainda não teve uma investigação sistemática.
 
Local: Sala 3 – 1º. andar - Escola de Ciências e Tecnologia / UFRN
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Notícia cadastrada em: 14/11/2011 09:33
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