Banca de QUALIFICAÇÃO: JOANE LUIZA DANTAS VIEIRA BATISTA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOANE LUIZA DANTAS VIEIRA BATISTA
DATA: 09/04/2012
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do Departamento de Geografia
TÍTULO:

A dinâmica territorializadora da vilegiatura marítima em Tibau/RN


PALAVRAS-CHAVES:

Vilegiatura marítima; Território; Urbanização difusa; Cidade dispersa e Fragmentação.


PÁGINAS: 50
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Geografia
RESUMO:

A pesquisa se propõe a analisar como vem se dando a dinâmica territorial imposta pela vilegiatura marítima no município litorâneo de Tibau no Rio Grande do Norte. A prática da vilegiatura marítima, aqui entendida como a prática do lazer, descanso e ócio, vem gerando, em Tibau, a proliferação de segundas residências a partir da década de 1970 com o surgimento de créditos e loteamentos que estão ligados ao momento político e econômico vivido pelo Brasil a partir da década de 50, com o plano nacional desenvolvimentista e implantação da indústria automobilística. Ocorrendo também a ascensão de estratos sociais médios e urbanos, sendo estes fatores propícios na implantação e difusão da segunda residência no Brasil, principalmente na faixa litorânea. E foi, principalmente na cidade de Mossoró, que foi gestado o processo político e econômico que inseriu Tibau na dinâmica urbana e regional da região chamada de Oeste Potiguar, através de uma rede urbana, que abre as portas do sertão Potiguar para o mar. Tibau passa a ter seu papel definido dentro da divisão territorial do trabalho no Rio Grande do Norte quando passa a funcionar como o maior depositário de segunda residência no estado, isto é, representando 63,69% dos domicílios recenseados, e classificados de uso ocasional pelo IBGE, o que significa 2.025 domicílios fechados a maior parte do ano.  A segunda residência tem sido objeto de trabalhos de pesquisadores em diversos países, e que tem levantado os problemas gerados com sua proliferação: degradação da paisagem natural, desalojamento do uso do solo agrícola e pesqueiro, e provocando mudanças a níveis culturais, sociais e ambientais, como também provocando conflitos sócio-culturais entre a população veranista e a nativa. A nosso ver Tibau vem se territorializando dentro da lógica da vilegiatura marítima por meio de uma urbanização difusa gerando uma cidade dispersa, segregada e fragmentada onde seu munícipe passa a vivenciar uma precária territorialidade, já que tal lógica os exclui do exercício de sua cidadania.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 349714 - ADEMIR ARAUJO DA COSTA
Externo ao Programa - 347654 - ANGELA LUCIA DE ARAUJO FERREIRA
Presidente - 1149402 - MARIA APARECIDA PONTES DA FONSECA
Notícia cadastrada em: 03/04/2012 11:28
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