Banca de DEFESA: MARCOS ANTONIO ALVES DE ARAUJO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARCOS ANTONIO ALVES DE ARAUJO
DATA : 05/12/2019
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório "D" do CCHLA
TÍTULO:

TERRITÓRIO, TÉCNICA E ELETRIFICAÇÃO:AS NOVAS CONFIGURAÇÕES DO CIRCUITO ESPACIAL DE PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, NORDESTE DO BRASIL


PALAVRAS-CHAVES:

Território. Energia Elétrica. Energia Eólica.


PÁGINAS: 662
RESUMO:

A expansão do meio técnico-científico-informacional no mundo contemporâneo tem gerado uma demanda crescente por produção de energia elétrica em larga escala, especialmente a partir de fontes renováveis ditas não convencionais, como eólica, solar e biomassa. A procura por novas fontes ocorre desde a década de 1970, em razão da reorganização da geopolítica energética internacional provocada pelos choques do petróleo e seus impactos negativos na economia dos países importadores da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); de investimentos públicos e privados na descoberta e avanço de novas tecnologias de geração e transmissão de energia elétrica; dos riscos socioambientais envolvendo o uso de algumas fontes tradicionais, como a termonuclear; e da emergência da questão ambiental e sua transformação em negócio de mercado. Nesse sentido, novos lugares têm se especializado na produção de eletricidade a partir do uso do potencial energético renovável disponível em seu meio ecológico, e se tornado nichos importantes de extração de mais-valor. No Brasil, país cuja matriz elétrica está assentada, predominantemente, na fonte hidráulica, a execução de projetos de geração de energia elétrica com base na utilização de energia eólica tem feito com que subespaços do território nacional, historicamente demandantes de eletricidade, se tornem também provedores, como é o caso do Rio Grande do Norte. Nos últimos anos, o potencial eólico disponível em abundância nesse estado despertou o interesse de investidores nacionais e internacionais, o que fez sua capacidade elétrica instalada aumentar de 17 MW, em 2003, para 4.491 MW em 2018, dos quais 85,8% são de origem eólica. Essa capacidade, ao ser convertida em geração, inverteu a posição histórica do estado no âmbito do subsistema Nordeste, do Sistema Interligado Nacional (SIN), passando de importador-consumidor para produtor-consumidor-exportador. Atualmente, o estado é autossuficiente em geração de energia elétrica, exportando, em média, 64,3% do excedente produzido e 58,9% de energia eólica. No contexto dessa nova configuração, se deu a ampliação e a renovação de sua base material elétrica mediante a instalação de novos fixos, como unidades geradoras, subestações, linhas de transmissão etc. Diante disso, ao revisitar os estudos de Geografia da Energia realizados por Max Sorre (1948; 1967), Pierre George (1952) e Gerald Manners (1964), tivemos como objetivo compreender as novas configurações do circuito espacial de produção de energia elétrica no Rio Grande do Norte a partir do uso corporativo do território pelo subcircuito eólico. Para tal, recorremos ao uso da teoria do circuito espacial de produção, assentada na tradição intelectual marxiana e no pensamento do geógrafo Milton Santos. Os resultados obtidos nos conduziram a ratificar a tese, ora defendida, de que a realização do subcircuito eólico no Rio Grande do Norte tem ocorrido a partir da expansão técnica, normativa e produtiva do macrossistema elétrico nacional no estado, e de sua estrangeirização e financeirização, resultado da fusão e concentração de capitais e da desnacionalização do setor elétrico via processos de aquisição de empresas e ativos domésticos por grandes grupos econômicos internacionais que já controlam, majoritariamente, os segmentos de geração, distribuição e comercialização de energia, e que avançam sobre a transmissão. Isso nos leva a concluir que vem acontecendo no meio geográfico potiguar um processo, outrora observado pelo professor Milton Santos no território brasileiro, de expansão dos espaços nacionais da economia internacional, agora através da energia elétrica.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ADRYANE GORAYEB NOGUEIRA CAETANO - UFC
Externo à Instituição - DENIS CASTILHO - UFG
Interno - 2346233 - FRANCISCO FRANSUALDO DE AZEVEDO
Externa ao Programa - 2615432 - JANE ROBERTA DE ASSIS BARBOSA
Externa ao Programa - 2344954 - LUZIENE DANTAS DE MACEDO
Presidente - 1345775 - MARIA HELENA BRAGA E VAZ DA COSTA
Notícia cadastrada em: 06/11/2019 11:23
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