Banca de DEFESA: JACIMÁRIA FONSECA DE MEDEIROS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JACIMÁRIA FONSECA DE MEDEIROS
DATA : 16/12/2016
HORA: 08:00
LOCAL: Auditório do Departamento de Geografia
TÍTULO:

Da Análise Sistêmica à Serra de Martins: Contribuição Teórico-Metodológica aos Brejos de Altitude


PALAVRAS-CHAVES:

Sistema Ambiental; Análise Sistêmica; Brejo de Altitude.


PÁGINAS: 212
RESUMO:

Os sistemas ambientais devem ser entendidos sob a ótica de um todo complexo formado por partes (rochas, formas de relevo, solo, água e cobertura da terra) e carregados de processos e interações entre os elementos, movidos pelos constantes fluxos de matéria e energia. Nessa perspectiva, esta pesquisa objetiva analisar a Serra de Martins a partir de uma metodologia sistêmica com vistas à delimitação de Unidades Geoambientais.  O primeiro capítulo aborda uma discussão teórica acerca dos conceitos concebidos à luz da análise sistêmica, destacando-se a evolução teórico-metodológica da Teoria Geossistêmica. Além disso, foi traçada uma discussão acerca dos Brejos de Altitude do Nordeste brasileiro. O segundo capítulo objetivou uma caracterização climática da Serra de Martins, buscando diferenciar este maciço das regiões do entorno. Para tanto foram utilizados dados climáticos (temperatura e precipitação) de uma série histórica de 30 anos para os municípios de Antônio Martins e Martins, os quais subsidiaram a posteriori, o balanço hídrico da área. Como resultado, afere-se que a Serra de Martins apresenta particularidades climáticas influenciadas pela altitude. O terceiro capítulo se pautou na caracterização dos aspectos geológicos e geomorfológicos da área de estudo, baseando-se em levantamento de dados secundários, elaboração cartográfica e trabalhos de campo. Com efeito, destaca-se que a Serra de Martins está erguida sobre terrenos cristalinos de diversas litologias com a ocorrência de capeamento sedimentar concentrado nas áreas planas da Chapada. Concluiu-se ainda, que as formas de relevo presentes na área estão condicionadas às diferentes Unidades Litoestratigráficas e se classificam em unidades denudacionais e unidades agradacionais. O quarto capítulo traz uma caracterização dos solos da área de estudo, a partir de análises física e química de amostras coletadas em 20 pontos. Posteriormente, os dados foram submetidos à técnicas estatísticas de agrupamento de dados. Assim, a discussão dos resultados se estabeleceu numa perspectiva físico-química, e as diferenças encontradas propiciaram a compartimentação pedológica da área de estudo em três grupos, Depressão, Encostas e Chapada. O quinto capítulo se pautou na discussão de como a Serra de Martins está ocupada, sendo identificadas na área as seguintes classes de cobertura da terra: Floresta Estacional Semidecidual, Savana-Estépica Florestada, Savana-Estépica Arborizada, Agricultura Permanente, Agricultura Temporária, Solo Exposto, Área urbana e Corpos D’água. Os capítulos acima mencionados foram de fundamental importância para o desenvolvimento do último capítulo que intencionou a compartimentação geoambiental da área de estudo ancorada na análise multivariada de dados. Deste modo, na área de estudo foram identificadas as seguintes Unidades Geoambientais, sendo, fácie 1: Superfícies Rebaixadas de Relevo Plano a Suave Ondulado em Embasamento Cristalino com Savana-Estépica Arborizada sobre Luvissolos, fácie 2: Superfícies Rebaixadas de Relevo Movimentado em Embasamento Cristalino com Savana-Estépica Arborizada sobre Argissolos Vermelho-Amarelo Eutrófico, fácie 3: Escarpas Serranas de Relevo Movimentado em Embasamento Cristalino com Savana-Estépica Floresta sobre Neossolos Litólicos, fácie 4: Superfícies Tabulares com Relevo Plano em Embasamento Sedimentar com Floresta Estacional Semidecidual sobre Latossolos Amarelo Distróficos, fácie 5:Escarpas Serranas com Relevo Suave Ondulado em Embasamento Cristalino com Savana-Estépica Florestada em Neossolos Litólicos e fácie 6: Escarpas Erosivas de Relevo Movimentado em Embasamento Cristalino e Capeamento Sedimentar com Floresta Estacional Semidecidual sobre Latossolos Amarelo Distróficos. A partir dos elementos constituintes e interações entre estes, foi possível identificar que a fácie 4, deve ser entendida sob a luz dos Brejos de Altitude, denominada Brejo de Altitude Chapada de Martins.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - LUCAS COSTA DE SOUZA CAVALCANTI - UFPE
Presidente - 1149364 - LUIZ ANTONIO CESTARO
Externo à Instituição - MARIA ELISA ZANELLA - UFC
Externo à Instituição - RAMIRO GUSTAVO VALERA CAMACHO - UERN
Interno - 2177287 - ZULEIDE MARIA CARVALHO LIMA
Notícia cadastrada em: 28/11/2016 14:58
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