Banca de QUALIFICAÇÃO: MARÍLIA COLARES MENDES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARÍLIA COLARES MENDES
DATA: 01/06/2016
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório "C" do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes - CCHLA
TÍTULO:

INTERVENÇÕES URBANAS EM FRENTES DE ÁGUA: PRODUÇÃO DO ESPAÇO, REESTRUTURAÇÃO URBANA E A EMERGÊNCIA DE UM URBANISMO RENTISTA NA CIDADE DE FORTALEZA - CEARÁ.


PALAVRAS-CHAVES:

Frentes de água; produção do espaço, reestruturação urbana, politicas urbana, urbanismo rentista.


PÁGINAS: 98
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Geografia
RESUMO:

Essa pesquisa tem conio propósito analisar as intervenções urbanas a partir da produção do espaço e do processo de reestruturação urbana que atua nas frentes de água e que compõem o entorno das áreas portuárias das cidades brasileiras. Nesse momento, damos destaque à cidade de Fortaleza, que no início do século XXI passa a configurar em seu espaço algumas dinâmicas que remete um novo pensar à cidade. Dessa forma, partimos da tese de que as políticas urbanas são direcionadas para espaços privilegiados da cidade, nesse caso, as frentes de águas, e que elegem novos equipamentos urbanos a fim de acumular maiores rendas de monopólios. Sendo assim, surgem algumas inquietações que fundamentam a nossa investigação, ao tentarmos compreender em que medida os projetos que nesse momento estão sendo executadps e concretizados nas frentes de água contemplam uma nova proposta urbana para a cidade de Fortaleza e quais as intencionalidades que revestem o surgimento e a elaboração de novos equipamentos, ou a modernização daqueles já existentes. Dessa forma, temos como hipótese de trabalho, a de que os investimentos em grandes projetos ligados à reestruturação urbana na cidade de Fortaleza se dão na produção de um ambiente construído e moldado para/por jnteresses de grandes agentes privados, tanto na produção de capital fixo de larga escala como de bens de consumo. Para a concretização de um projeto como a Nova Beira Mar, são engajados expressivos investimentos públicos e elevadas transferências governamentais ali realizados. Ao nos aproximarmos dessa realidade, identificamos alguns agentes que atuam por meio de verdadeiros oligopólios, sob a forma de um capitalismo rentista e patrimonialista. Tal momento configura-se como a necessidade e premência de destacar a cidade de Fortaleza no contexto nacional, bem como no cenário turístico globalizado. Assim, a cada tempo, em cada ajuste espacial, os portos e suas cercanias passam a se configurar como objetos importantes na medida em que são reelaborados para reproduzir as exigências do mercado e dos atores que compreendem essa temporalidade. Dessa forma, admitimos como objetivo maior, compreender a produção do espaço urbano, durante as ultimas três décadas, a partir das políticas urbanas que fomentam os projetos urbanísticos direcionados para as frentes de águas na cidade de Fortaleza- CE. Nesse sentido também tentaremos entender como o porto do Mucuripe surge com destaque nesse contexto ao integrar uma porção litorânea importante da cidade Com base nas novas exigências, a globalização reintegra e absorve novos espaços na cidade, muitas vezes de forma contraditória e conflitante, ao promover uma requalificação urbana que se destaca no que diz respeito à renovação das materialidades, elaborando novos usos atribuídos a área portuária da cidade de Fortaleza, como também a revitalização e construção de novos equipamentos urbanos nesse espaço litorâneo, a exemplo do terminal de passageiros no Porto do Mucuripe, o Acquário do Ceará e o Mercado do Peixe.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 349714 - ADEMIR ARAUJO DA COSTA
Interno - 1149528 - MARCIO MORAES VALENCA
Interno - 347943 - RITA DE CASSIA DA CONCEICAO GOMES
Notícia cadastrada em: 20/04/2016 08:44
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