Banca de DEFESA: FABIA CHEYENNE GOMES DE MORAIS FERNANDES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FABIA CHEYENNE GOMES DE MORAIS FERNANDES
DATA : 17/12/2018
HORA: 08:30
LOCAL: FACISA- SANTA CRUZ
TÍTULO:

INCIDÊNCIA E MORTALIDADE POR NEOPLASIA MALIGNA DE TIREOIDE NA AMÉRICA LATINA


PALAVRAS-CHAVES:

Neoplasias da tireoide; Tendências; Projeção de taxas; Mortalidade.


PÁGINAS: 65
RESUMO:

Introdução: A neoplasia da tireoide representa, aproximadamente, 2% de todos os cânceres no mundo; embora raro, é a neoplasia endócrina mais comum, apresentando rápida elevação da incidência nas últimas décadas. Objetivo: Analisar a tendência e as projeções de incidência e a mortalidade por câncer de tireoide (C73) em países da América Latina. Métodos: Estudo ecológico de série temporal. Para os países da América Latina, os dados de incidência foram extraídos da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer (IARC), no período de 1990-2012; os dados de mortalidade foram obtidos da Organização Mundial da Saúde (OMS), para o período de 1995-2013; para o Brasil, os dados de mortalidade foram coletados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) para o período de 2001-2015. A tendência da incidência e mortalidade foram analisadas pela regressão Joinpoint, e para o cálculo das projeções da mortalidade no Brasil foi utilizado o Nordpred, inscrito no programa R. A variação percentual média anual (APC e AAPC) e o intervalo de confiança de 95% (IC 95%) foram calculados para incidência e mortalidade. Resultados: A taxa média de incidência para o câncer de tireoide foi maior em Quito (Equador), na faixa etária de 40 a 59 anos, 42,2 casos novos por 100.000 habitantes, assim como a mortalidade 4,8 óbitos por 100.000 habitantes em mulheres, acima de 60 anos. Houve aumento nas tendências de incidência do câncer de tireoide em mulheres, para todas as faixas etárias, em Cali, Costa Rica e Quito e nos homens em Costa Rica; ocorreu estabilidade, acima dos 60 anos, em Cali, Goiânia, Quito e Valdívia em homens, como também nas mulheres em Goiânia e Valdívia. Houve tendência de aumento da mortalidade em três países para o sexo feminino: Equador (APC= 3,28; IC 95%: 1,36; 5,24), Guatemala (APC= 6,14; IC 95%: 2,81; 9,58) e México (APC= 0,67; IC 95%: 0,16; 1,18). No Brasil, registrou-se 0,48 óbitos por 100.000 habitantes para mulheres e 0,27 óbitos por 100.000 habitantes para os homens, com tendência de redução para o sexo feminino (APC= -1.6; IC95%: -2,5; -0,6) e estabilidade para o sexo masculino (APC= -0,5; IC95%: -1,5; 0,5). As taxas de mortalidade para o sexo feminino no Brasil apresentarão redução até 2030. Para o sexo masculino, essa mesma característica será observada, porém as Regiões Nordeste e Norte apresentarão elevação das taxas, e estes números serão explicados, principalmente, pela variação na estrutura demográfica brasileira. Conclusões: O câncer de tireoide apresentou incidência heterogênea entre os gêneros, com aumento acentuado para mulheres. A tendência de estabilidade na mortalidade foi verificada para a maioria dos países da América Latina e pode estar relacionado ao acesso limitado ao diagnóstico e novas terapias, que gerem impacto nos subtipos mais agressivos e com maior letalidade. No Brasil, a mortalidade por câncer de tireoide apresentou redução, com destaque para o sexo feminino.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 3887470 - DIEGO DE SOUSA DANTAS
Presidente - 2305247 - ISABELLE RIBEIRO BARBOSA MIRABAL
Externo à Instituição - JAVIER JEREZ ROIG
Notícia cadastrada em: 12/11/2018 15:32
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