Banca de QUALIFICAÇÃO: PRICILA MEIRELLES MONTEIRO DOS SANTOS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PRICILA MEIRELLES MONTEIRO DOS SANTOS
DATA: 21/06/2013
HORA: 16:30
LOCAL: SALA DE AULA DO PREDIO DO LARHISA
TÍTULO:

RECUPERAÇÃO DE FÓSFORO DE PERCOLADOS DE LODO DE ESGOTO POR PRECIPITAÇÃO DE ESTRUVITA EM REATOR DE LEITO FLUIDIFICADO


PALAVRAS-CHAVES:

Estruvita, recuperaçãõ de fósforo, reator de leito fluidificado.


PÁGINAS: 25
GRANDE ÁREA: Engenharias
ÁREA: Engenharia Sanitária
SUBÁREA: Saneamento Ambiental
RESUMO:

A descarga de compostos contendo fósforo é um aspecto relevante para degradação do meio ambiente e é responsável, a médio e longo prazo, por grande passivo ambiental. Elevadas concentrações de fósforo em águas superficiais podem levar ao crescimento exacerbado de algas e cianobactérias e à eutrofização de corpos hídricos. Por outro lado, o fósforo é essencial à vida e é uma matéria-prima essencial para diversas atividades humanas, em especial, a produção de alimentos (Cordell et al., 2009). O potencial de aproveitamento do fósforo como fertilizante tem levado ao desenvolvimento de pesquisas para sua recuperação a partir do esgoto (de-Bashan e Bashan, 2004).A recuperação do fósforo a partir de resíduos ou de águas residuais se mostra como uma alternativa prática obrigatória e necessária, pois reduz o lançamento de fósforo nos cursos d’água, atendendo as normas cada vez mais rigorosas para a descarga de fósforo, e possibilita sua reutilização na indústria ou na agricultura.

Há diversas estratégias e tecnologias de tratamento de esgoto para recuperação do fósforo. A precipitação com o uso de sais metálicos (como o ferro, alumínio ou cálcio), a remoção biológica e a precipitação na forma de estruvita (ou MAP -fosfato de amônia e magnésio: MgNH4PO4.6H2O) são as mais empregadas.

A recuperação de fósforo por cristalização de estruvita é considerada uma das tecnologias mais promissoras para o tratamento de líquidos percolados do sistema de desaguamento (Von Münch et al.,2001; Battistoni et al., 2002; Doyle e Parsons, 2004), principalmente em sistemas de tratamento de esgoto com remoção biológica de fósforo. Diversos estudos apontam a estruvita como uma alternativa viável e eficiente de remoção de fósforo e, diferentemente dos fosfatos de ferro, alumínio e cálcio, a estruvita é um potencial fertilizante natural com considerável valor econômico agregado (Von Münch et al.,2001; Liu et al., 2008).

Na recuperação de estruvita busca-se a elevada eficiência na cristalização, que proporcione o crescimento adequado dos cristais, de modo que estes possam ser removidos por sedimentação.

Dentre os fatores essenciais para aumentar a formação e o tamanho dos cristais destacam-se o controle do pH e a formação de sementes, sobre as quais crescem os cristais. O stripping do CO2 através da aeração e a contínua ressuspensão da semente são estratégias viáveis para o aumento do tamanho dos cristais em reatores de leito fluidificado.  Para Wu e Bishop (2004), Lee et al. (2005) e Wang et al. (2006) o uso de sementes, acelera o processo de precipitação / cristalização da estruvita, pois serve de superfície para crescimento dos cristais.Liu et al. (2008) propuseram um reator que permite a recirculação dos cristais de estruvita e o stripping do CO2, denominado reator com reciclagem interna de sementes (IRSR).

Esta pesquisa tem o objetivo de testar a recuperação de estruvita a partir de percolado de lodo de esgoto em um reator de leito fluidificado (proposto por Liu et al., 2008), com emprego de semente e elevação de pH por stripping do gás carbônico.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1759924 - HELIO RODRIGUES DOS SANTOS
Interno - 346736 - CICERO ONOFRE DE ANDRADE NETO
Externo ao Programa - 1199268 - JAILSON VIEIRA DE MELO
Notícia cadastrada em: 19/06/2013 09:43
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