Valorização termoquímica de resíduos urbanos: estudo da co-pirólise de poda de árvore com PET.
transição energética; resíduos; poda de árvore; polietileno tereftalato (PET); co-pirólise
O aumento acelerado da demanda energética global, impulsionado pelo crescimento populacional, evidencia a necessidade de fontes alternativas e sustentáveis. Os biocombustíveis, produzidos a partir de biomassas renováveis, surgem como alternativa viável aos combustíveis fósseis, especialmente os resíduos lignocelulósicos, devido à sua abundância e baixo custo. No entanto, o bio-óleo obtido por pirólise apresenta limitações físico-químicas que dificultam seu uso direto. A co-pirólise com resíduos poliméricos, como o polietileno tereftalato (PET), destaca-se como estratégia promissora para melhorar a qualidade do bio-óleo, promovendo reações sinérgicas que favorecem a desoxigenação e a estabilidade dos produtos. Este estudo avaliou o potencial energético de resíduos urbanos tais como poda de árvores em blendas com PET, observando que a adição do polímero reduziu a energia de ativação aparente e melhorou a estabilidade térmica, com destaque para a mistura da poda de árvore com 50% de PET. A reação mostrou-se endotérmica, irreversível e não-espontânea, e o estudo termodinâmico indicou menor variação de entalpia em relação à biomassa pura. A presença de PET resultou no craqueamento das cadeias carbônicas do bio-óleo e no aumento significativo da porosidade do biocarvão, classificando assim a co-pirólise entre os resíduos de poda de árvores com PET uma abordagem promissora para a obtenção de produtos com maior valor agregado.