PPGQ/CCET PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM QUÍMICA INSTITUTO DE QUÍMICA Telefone/Ramal: Não informado https://posgraduacao.ufrn.br/ppgq

Banca de QUALIFICAÇÃO: TABATA NATASHA FEIJOÓ ZAMBRANO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : TABATA NATASHA FEIJOÓ ZAMBRANO
DATA : 31/07/2025
HORA: 09:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:

Voltametria de pulso diferencial como ferramenta analítica para detecção de compostos orgânicos em matrizes complexas.


PALAVRAS-CHAVES:

ELETROANÁLISE; DPV; ELETRODO DE CARBONO VÍTREO; ANTIOXIDANTES; VERMELHO DE METILA


PÁGINAS: 109
RESUMO:

Nas últimas décadas, a análise de compostos orgânicos em matrizes complexas tem ganhado relevância crescente em áreas como química ambiental, ciência de alimentos e controle de qualidade. A presença de antioxidantes naturais em alimentos e de poluentes orgânicos sintéticos, como corantes em águas residuais, destaca a necessidade de metodologias analíticas que sejam precisas, sensíveis e adaptáveis a diferentes tipos de amostras. Técnicas convencionais, como a espectrofotometria UV-Vis e a cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC), são amplamente utilizadas, mas frequentemente exigem preparação extensiva de amostras, altos custos operacionais e o uso de reagentes potencialmente perigosos. Em contraste, métodos eletroanalíticos, como a Voltametria de Pulso Diferencial (DPV), oferecem alta sensibilidade, baixo consumo de reagentes, análises rápidas e monitoramento em tempo real. Esta dissertação avaliou a DPV para duas aplicações: determinar a capacidade antioxidante da polpa congelada de açaí e monitorar a degradação do corante vermelho de metila, um corante azo tóxico e persistente. Para a análise do açaí, extratos etanólicos obtidos por extração assistida por ultrassom foram analisados usando voltametria cíclica e DPV com eletrodo de carbono vítreo, revelando um pico de oxidação e um índice quantitativo eletroquímico de aproximadamente 2,3 µA/V, confirmando seu alto potencial antioxidante e conteúdo fenólico, corroborados pelos ensaios de DPPH e Folin–Ciocalteu. Para o vermelho de metila, a DPV monitorou eficazmente sua oxidação eletroquímica mediada em águas sintéticas e reais, utilizando eletrodo de carbono vítreo e um ânodo dimensionalmente estável para eletrólise, alcançando descoloração completa em 30 minutos sob condições ácidas ótimas (0,001 M de cloreto) e seguindo cinética de pseudo-primeira ordem. As curvas de calibração construídas por DPV apresentaram excelente linearidade (R² > 0,99) e baixos limites de detecção, comparáveis às análises por UV-Vis e HPLC, mesmo em amostras de água de lagoa e de poço. Esses resultados demonstram que a DPV é uma ferramenta analítica robusta, versátil e precisa, com grande potencial para avaliação da qualidade de alimentos e monitoramento ambiental de poluentes orgânicos.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 2140818 - AMANDA DUARTE GONDIM
Presidente - 1645110 - CARLOS ALBERTO MARTINEZ HUITLE
Externo à Instituição - DANYELLE MEDEIROS DE ARAUJO - IFRN
Notícia cadastrada em: 17/07/2025 09:42
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